Logo R7.com
RecordPlus

Fukushima despeja 1.130 toneladas de água tóxica no mar por chegada de tufão

Internacional|Do R7

  • Google News

Tóquio, 17 set (EFE).- A Tokyo Electric Power (Tepco), responsável pela operação da usina nuclear de Fukushima, informou nesta terça-feira que despejou no mar 1.130 toneladas de água com baixos índices de radioatividade diante do temor de que as fortes chuvas provocadas pela passagem do tufão Man-yi aumentasse a acumulação de líquido na usina. A Tepco despejou ontem no Oceano Pacífico aproximadamente 8,85 milhões de becquerels de água da chuva contaminada, que se acumulou ao redor dos tanques de armazenamento da usina, informou hoje a operadora. Segundo a empresa, a água, que conta com substâncias como o estrôncio, tem índices radioativos inferiores ao limite permitido, com um máximo de 24 becquerels por litro, abaixo dos 30 permitidos. Os técnicos de Fukushima tomaram a decisão de despejar a água devido ao temor de que a passagem do tufão aumentasse consideravelmente seu volume e agravasse a acumulação de água contaminada na usina. O tufão, que passou ontem pelo Japão, gerou fortes chuvas e ventos de mais de 160 km/h, segundo a agência meteorológica japonesa, deixando até o momento três mortos, cinco desaparecidos, 500 mil residentes evacuados e 140 feridos. A água despejada pela Tepco pela chegada do tufão estava acumulada entre as cisternas e barreiras construídas precisamente para evitar possíveis vazamentos. No total, a Tepco conta com cerca de mil tanques de armazenamento na central, onde deposita a água utilizada para esfriar os reatores. Atualmente, o principal problema de Fukushima é a acumulação de líquido nos porões da usina devido ao vazamento de água dos lençóis freáticos que estão sob a usina. Acredita-se que devido a essa acumulação, 300 toneladas diárias são jogadas no oceano Pacífico. O governo japonês anunciou hoje que na próxima quinta-feira o primeiro-ministro, Shinzo Abe, visitará a central para avaliar os progressos na usina e analisar medidas para reduzir os vazamentos no mar. EFE jpf/rpr

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.