Funcionária da Thomson Reuters é alvo de novas acusações no Irã
A cidadã britânico-iraniana foi detida em 2016, durante uma viagem ao Irã, e condenada a 5 anos de prisão por crimes contra a segurança do Estado
Internacional|Da EFE

A justiça do Irã apresentou novas acusações formais contra a cidadã britânico-iraniana Nazanin Zaghari-Ratcliffe, condenada a cinco anos de prisão por espionagem, segundo veiculou nesta terça-feira (8) a emissora pública de televisão "IRIB".
A funcionária da Fundação Thomson Reuters foi convocada hoje para comparecer com o advogado na sessão número 15 do Tribunal Revolucionário Islâmico. Na audiência, segundo o canal de TV, foi comunicada sobre a acusação acrescentada, sem que detalhes sobre o caso fossem divulgados.
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A cidadã britânico-iraniana foi detida em 2016, durante uma viagem ao Irã, e condenada a cinco anos de prisão por crimes contra a segurança do Estado, que a acusada e a Thomson Reuters negam.
Desde março, por causa da pandemia da covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, Zaghari-Ratcliffe está em liberdade temporária, já que o governo do Irã autorizou saída da detenção de 100 mil pessoas, para evitar o contágio.
Prisão domiciliar
O caso da funcionária da Thomson Reuters, que está na casa da família, em Teerã, e utiliza tornozeleira eletrônica, já que está proibida de fugir do país asiático, mobilizou o governo do Reino Unido e a Anistia Internacional.
As notícias sobre a nova acusação chegam depois que, em abril, foi especulada a possibilidade de libertação de Zaghari-Ratcliffe. Segundo o advogado da britânico-iraniana, a justiça estudava comutar o resto da pena, ficando só um ano para cumprir.
Recentemente, o governo do Irã negou que a detenção tenha relação com a dívida do Reino Unido, de mais de 40 anos, quando o xá Mohammad Reza Pahlavi comprou 1.500 tanques por 400 milhões de libras esterlinas, que nunca foram entregues.









