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Pesquisador entende que reaproximação entre Síria e Ocidente é ‘golpe duro’ ao Irã

O presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, quer transformar a capital Damasco em um centro de trânsito para o comércio exterior

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O regime ditatorial da família Assad na Síria caiu em 2024, isolando o país internacionalmente.
  • O presidente francês Emmanuel Macron visitou o novo líder da Síria, Ahmed al-Sharaa, ex-membro da Al-Qaeda.
  • Ahmed al-Sharaa busca reintegrar a Síria no cenário internacional e transformar Damasco em um centro de comércio.
  • A queda de Assad impactou as alianças da Síria com o Irã e a Rússia, enquanto o Irã mantém influência bloqueando o estreito de Ormuz.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Por 53 anos, o regime ditatorial da família Assad na Síria dominou o país com uma política sanguinária, marcada pela censura. A queda do governo, ocorrida em 2024, isolou a nação no nível internacional. Desde então, nenhum líder do Ocidente havia feito uma visita oficial ao país, até agora. Na segunda-feira (6), o presidente francês Emmanuel Macron conheceu o novo líder da Síria, Ahmed al-Sharaa, ex-membro do grupo terrorista Al-Qaeda.

Apesar do histórico de Ahmed, a reputação dele no exterior mudou por conta da participação no combate contra Bashar Al-Assad, explica o pesquisador de Harvard, Viteloo Brustolin. Durante a visita de Macron, o novo presidente deixou claro o compromisso em reintegrar a Síria ao cenário internacional e transformar a capital Damasco em um centro de trânsito para o comércio exterior. Um duro golpe contra o Irã e a Rússia, segundo Brustolin.


“Durante muito tempo a família Assad controlou a Síria, financiou a guerra contra Israel e era um aliado forte do Irã e da Rússia. [...] [A queda da Síria] Acabou cortando o arco terrestre que o Irã tinha para chegar até Israel [....] Isso também pressiona o Hezbollah no Líbano”, analisou o pesquisador durante o Conexão Record News desta terça-feira (7).

Mesmo sem contar mais com o apoio do aliado, as forças iranianas encontraram um trunfo no bloqueio ao estreito de Ormuz. “Essa falha levou a campanha de ataque a uma posição em que o Irã, apesar de ter sido fortemente alvejado, ainda consegue negociar em posição de força”. Ao longo dos anos, o Oriente Médio provou que nem rotas comerciais nem regimes podem durar para sempre.

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