G8 condena desenvolvimento nuclear na Coreia do Norte
Internacional|Do R7
Londres, 11 abr (EFE).- Os ministros de Relações Exteriores do G8 (grupo dos sete países mais desenvolvidos e industrializados e a Rússia) condenaram nesta quinta-feira "nos termos mais enérgicos" o desenvolvimento nuclear na Coreia do Norte e pediram ao regime comunista que cesse suas provocações. Os ministros de Reino Unido, EUA, França, Alemanha, Itália, Canadá, Japão e Rússia concluíram com uma declaração a reunião de dois dias que realizaram em Londres, na qual também abordaram a crise na Síria e a violência sexual em zonas de conflito. O G8 se declarou, em seu comunicado final, "profundamente preocupado" com o elevado número de mortos na Síria e condenou a "retórica agressiva" do regime de Pyongyang. "Isso só servirá para isolar ainda mais a Coreia do Norte", disse o G8, que insistiu em seu objetivo de conseguir uma península coreana com "paz duradoura e uma desnuclearização verificável". "Os ministros das Relações Exteriores do G8 condenam, nos termos mais enérgicos, o contínuo desenvolvimento do programa de armas nucleares e de mísseis balísticos na Coreia do Norte, incluindo seu programa de enriquecimento de urânio". Em seu comunicado, eles se referiram também a outros assuntos conflituosos como o programa nuclear do Irã ou a crise na Síria, pelos quais também manifestaram sua preocupação. "Expressamos nossa profunda preocupação com a crescente tragédia humana do conflito da Síria", diz o texto, no qual os ministros se confessam "perplexos pela morte de mais de 70 mil pessoas" desde o início do conflito, há mais de dois anos. Quanto ao Irã, eles afirmaram que assistem com "profunda preocupação" ao desenvolvimento do programa nuclear e de mísseis balísticos desse país, em clara violação às resoluções da ONU. Mais cedo, os ministros das Relações Exteriores do G8 emitiram uma declaração a favor de combater a violência sexual nas zonas de conflito, um acordo que o ministro britânico de Relações Exteriores, William Hague, qualificou como "histórico". EFE psh/id (foto)











