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Genro do rei da Espanha isenta esposa de relação com ONG acusada de desvio

Internacional|Do R7

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Palma de Mallorca (Espanha), 23 fev (EFE).- O genro do rei da Espanha, Iñaki Urdangarin, afirmou neste sábado ao juiz do caso no qual é acusado de fraude fiscal e desvio de verbas públicas que sua esposa, a infanta Cristina, não tem relação com os negócios do Instituto Nóos, ONG que presidiu e que é investigada por suposto desvio de dinheiro público. Em seu depoimento em um tribunal de Palma de Mallorca, Urdangarin também negou que tivesse acontecido qualquer reunião no Palácio da Zarzuela (residência do rei Juan Carlos I) preparatória para a cúpula Valencia Summit, um dos eventos organizados por sua ONG e com os quais ela teria se apropriado irregularmente de milhões de euros. O genro do rei afirmou ainda que não tem contas bancárias na Suíça e que utilize testas de ferro para ocultar atividades ilegais. Segundo informações de fonte jurídicas à Agência Efe, Urdangarin disse também que em março de 2006, a conselho da Casa Real, se afastou do Instituto Nóos. Antes de responder hoje às perguntas do juiz José Castro, Urdangarin leu uma declaração na qual declarou que a Casa Real "não opinou, assessorou, autorizou ou aprovou as atividades" desenvolvidas pelo Instituto Nóos, a ONG supostamente sem fins lucrativos que presidiu. Urdangarin afirmou que considera nulos os e-mails apresentados à causa por seu ex-sócio Diego Torres, também acusado de fraude. Por meio dessas correspondências Torres pretende mostrar que o genro e o secretário pessoal das filhas do rei, Carlos García Revenga, tomavam decisões empresariais no Instituto Nóos. García Revenga também está convocado para prestar depoimento hoje como acusado perante o mesmo juiz. Em sua defesa, Torres proclama que a direção da ONG era composta por cinco pessoas: Urdangarin ocupava a presidência, Torres era vice-presidente; Miguel Tejeiro, o secretário-geral; García Revenga, o tesoureiro; e a própria infanta Cristina, conselheira. Todos, exceto a infanta, são acusados nesta causa que investiga o suposto desvio de 6,1 milhões de euros das administrações regionais das ilhas Baleares e de Valência pelo Instituto Nóos entre os anos de 2004 e 2007. Ao longo da investigação, o juiz constatou "indícios racionais" dos crimes de falsificação de documentos, prevaricação administrativa, desvio de recursos públicos, fraude à Administração e tráfico de influência. EFE nac-vh (foto) (vídeo)

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