Governantes opositores pedem libertação de prefeitos da Venezuela
Internacional|Do R7
Los Teques (Venezuela), 26 fev (EFE).- Um grupo de 15 prefeitos venezuelanos se reuniu nesta quinta-feira na frente do Presídio Militar de Ramo Verde, nos arredores de Caracas, para pedir a libertação dos opositores Antonio Ledezma, Leopoldo López e Daniel Ceballos. "Estamos aqui representando a Associação de Prefeitos pela Venezuela e decidimos hoje (...) acompanhar nossos companheiros que estão presos aí, na prisão de Ramo Verde, onde estão Daniel Ceballos, Antonio Ledezma e o ex-prefeito Leopoldo López", disse aos jornalistas a porta-voz do grupo, Adriana González. Adriana, prefeita do município Atures, garantiu que, dos 77 prefeitos opositores que existem na Venezuela, 34 têm processos abertos em cada uma de suas jurisdições como parte de "uma arremetida do governo nacional contra tudo o que é o poder municipal". O grupo tentou sem sucesso entrar na prisão para conversar com os dirigentes opositores presos, aproveitando o dia de visitas. Antes, Mitzy Capriles, esposa de Ledezma, prefeito de Caracas, conseguiu acesso para ver o marido, acompanhada de uma de suas filhas. Ledezma, detido na semana passada, é acusado de conspiração e formação de quadrilha depois de ser vinculado com um suposto plano golpista junto a outros opositores. Preso há mais de um ano, López, ex-prefeito de Chacao, é acusado por suposto envolvimento com os fatos violentos que sucederam umas marchas antigovernamentais em 12 de fevereiro de 2014 e que deixaram três mortos, dezenas de feridos e detidos. Daniel Ceballos, cassado como prefeito de San Cristóbal pela Suprema Corte de Justiça, é acusado dos crimes de rebelião civil, conspiração e formação de quadrilha. O prefeito do município caraquenho de Baruta, Gerdado Blyde, disse hoje que a "perseguição a prefeitos" opositores feita pelo governo é "uma cortina de fumaça para tapar o que o povo venezuelano está sofrendo". "Nós não fomos eleitos para claudicar. Nós não devemos o cargo ao governo nacional. Cada um de nós foi eleito pelo povo em cada um dos municípios que representamos", enfatizou. O prefeito do município caraquenho de Chacao, Ramón Muchacho, explicou à Agência Efe seu recente questionamento ao conhecido como "Acordo Nacional para a Transição", um documento assinado por Ledezma, López e pela ex-deputada María Corina Machado, que foi apontado pelo governo como prova de uma conspiração golpista. "Uma coisa é nosso apoio irrestrito a eles em sua luta e outra coisa é que compartilhemos todas as visões que eles ou nós temos", ponderou. "Quando me perguntaram sobre a transição, minha resposta foi: 'Que transição?'. Quem dera que na Venezuela estivéssemos em uma transição democrática. Eu não a vejo. O que vejo é um governo que está aparafusado", sustentou. Na última terça-feira, María Corina convocou os venezuelanos a assinar no próximo sábado em uma praça de Caracas este acordo, que coloca um cronograma de "ações concretas" a fim de "começar a reconstrução do país". EFE rp/cdr (foto) (vídeo)












