Governo argentino afirma que país é seguro para todos os jornalistas
Jornalista que noticiou a morte do promotor Alberto Nisman teria fugido do país
Internacional|Do R7
O chefe de gabinete argentino, Jorge Capitanich, afirmou nesta segunda-feira (26) que no país "há plena segurança para todos os jornalistas" e justificou a divulgação dos dados de viagem do repórter que saiu do país por se sentir ameaçado depois de adiantar a notícia da morte do promotor Alberto Nisman.
"É certo que existe forte tensão em termos de opiniões e disparidade de análise", disse ele, lembrando que isso ocorre em um momento em que o país vive "a mais absoluta liberdade de expressão".
O chefe do gabinete rejeitou as duras críticas quanto a publicação do bilhete da Aerolíneas Argentinas do jornalista Damián Pachter e afirmou que essa divulgação respondeu ao "estrondo ocasionado por um fato de comoção pública".
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"Disseram que um jornalista se sentia ameaçado, não se sabia seu paradeiro, não havia notificação da empresa à qual pertence. Então é muito importante divulgar a informação para que exista conhecimento público sobre sua localização. Esse é o motivo pelo qual o governo informou", afirmou Capitanich.
O chefe de gabinete pediu a Pachter para divulgar a foto do suposto espião que o perseguiu na Argentina para que as medidas sejam tomadas e se verifique se é ou não um agente de inteligência.
Pachter, repórter do jornal argentino em língua inglesa Buenos Aires Herald, deixou o país no último sábado e um dia depois informou "estar a salvo em Tel Aviv" através do Twitter.
Ele foi o primeiro a informar sobre a morte do promotor argentino Alberto Nisman, cujo corpo foi encontrado com um tiro na cabeça em seu apartamento em Buenos Aires há uma semana.
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