Governo argentino pede que Justiça conceda proteção a ex-espião
Internacional|Do R7
Buenos Aires, 27 fev (EFE).- O governo da Argentina anunciou nesta sexta-feira que solicitou à Justiça proteção para o ex-diretor de Operações de Inteligência Antonio "Jaime" Stiuso, que colaborava com o promotor Alberto Nisman no caso do atentado de 1994 à associação judia Amia. Em uma apresentação judicial, o ministro da Justiça, Julio Alak, afirmou que "mesmo que o nomeado tenha rejeitado a custódia oportunamente oferecida, torna-se necessário tomar todas as precauções possíveis para concedê-lo a máxima proteção estatal". Alak colocou à disposição do juiz federal Luis Rodríguez, que investiga supostas ameaças a Nisman, "todos os recursos" do Poder Executivo para garantir a segurança de Stiuso, que semanas atrás denunciou ameaças contra si mesmo e solicitou proteção para suas filhas. Além disso, Alak ofereceu "a possibilidade de incluir o ex-funcionário no Programa de Proteção a Testemunhas e Acusados", segundo informou o Ministério da Justiça em comunicado. Alak lembrou "as recentes declarações do assessor de Stiuso, Santiago Blanco Bermúdez, feitas através da imprensa, em que disse que seu cliente está sendo vítima de 'ameaças' e 'atos de violência'". Segundo a investigação sobre a morte de Nisman, o promotor manteve contato telefônico com uma linha em nome de Stiuso um dia antes de morrer. Nisman investigava o atentado de 1994 contra a sede da associação judia Amia e foi achado morto por um disparo na cabeça no dia 18 de janeiro, quatro dias após ter denunciado a presidente Cristina Kirchner pelo suposto encobrimento dos iranianos suspeitos do ataque, no qual 85 pessoas morreram. Stiuso, que colaborava com Nisman na investigação do caso Amia até ser demitido, em dezembro, foi denunciado pelo governo por suposto contrabando. O governo argentino apontou Stiuso como parte de uma operação de desestabilização ao redor da morte do promotor Alberto Nisman. EFE nk/vnm











