Governo austríaco diz que Damasco reconquistou Quneitra, no Golã
Internacional|Do R7
Viena, 6 jun (EFE).- O Ministério da Defesa da Áustria, que tem 380 soldados da ONU desdobrados nas Colinas de Golã, informou nesta quinta-feira que o exército sírio reconquistou a estratégica passagem de Quneitra, que separa Israel da Síria e que tinha caído nas mãos dos rebeldes nesta manhã. "A situação (em Quneitra) volta a ser como era de manhã, quando estava sob controle das forças regulares da Síria", disse à Agência Efe, em Viena, o porta-voz do ministério, Michael Bauer. O coronel austríaco assegurou que "já não há mais combates na zona" e confirmou que os soldados da ONU "voltaram a sair de seus búnkeres de segurança". Bauer disse ainda que falou com vários soldados austríacos em Golã, que confirmaram a reconquista de Quneitra por parte do regime. Os rebeldes tinham anunciado nesta manhã que tomaram o controle desta cidade, no sudoeste da Síria. No entanto, o porta-voz do Comando Supremo do Exército Livre Sírio (ELS), Qasem Saadedin, disse à Efe que os insurgentes ainda estão combatendo na zona com as forças do regime, que ainda tentam recuperar a cidade. O Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que os opositores tinham assumido o controle do cruzamento de Quneitra, o principal posto na fronteira entre Síria e Israel. Segundo Bauer informou no início da manhã, algumas granadas caíram durante os enfrentamentos no batalhão de logística da missão de paz da ONU. Esse batalhão está situado ao lado da linha de cessar-fogo Camp Ziouani, onde havia boinas azuis austríacos, embora o campo esteja sob controle de soldados indianos da ONU. A passagem de Quneitra é importante para manter o abastecimento das forças da ONU no Golã. A antiga capital da região síria do Golã passou para mãos israelenses em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias. Posteriormente, foi recuperada brevemente pelos sírios na guerra do Yom Kippur (1973), embora os israelenses terminaram o conflito novamente com a posse do território. Um ano depois, Israel abandonou a cidade, mas antes de sair a destruiu e a ONU desmilitarizou a zona próxima da fronteira entre os dois países. EFE jk/dk












