Governo cubano liberta americano Alan Gross; Casa Branca confirma informação
Internacional|Do R7
Washington, 17 dez (EFE).- O governo cubano libertou nesta quarta-feira, "por razões humanitárias", o prestador de serviços americano Alan Gross, preso em Havana há cinco anos e que já está voando rumo aos Estados Unidos, anunciou a Casa Branca. "Nesta manhã, Alan Gross saiu de Cuba em um avião do governo americano", explicou sob condição de anonimato um alto funcionário. A libertação de Gross, de 65 anos, foi também um pedido dos EUA, acrescentou a fonte. A Casa Branca anunciou que o presidente Barack Obama fará uma declaração sobre Cuba a partir das 12h locais (15h de Brasília) Já o presidente de Cuba, Raúl Castro, também anunciou um pronunciamento na televisão e na rádio estatal do país para falar de "importantes temas sobre as relações com os EUA". Apesar disso, até agora o governo cubano não confirmou a libertação de Gross. De acordo com vários veículos da imprensa americana, que citam funcionários de alto escalão sob anonimato, a libertação de Gross ocorreu em troca da de três agentes do grupo dos "Cinco", espiões cubanos condenados em 2001 e presos em território americano. No último dia 3 deste mês, quando completaram cinco anos da prisão de Gross, a Casa Branca voltou a pedir ao governo de Cuba a libertação do prestador de serviços, reiterando sua preocupação com o estado de saúde do americano. "A libertação de Gross eliminaria um obstáculo rumo a uma relação mais construtiva entre os EUA e Cuba", afirmou na época o porta-voz de Obama, Josh Earnest. Gross foi preso em dezembro de 2009, quando trabalhava na ilha para a Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (Usaid). Quatorze meses depois, ele foi julgado e condenado a 15 anos de prisão, acusado pelo governo cubano de "ações contra a integridade territorial do Estado". O governo dos EUA contesta a prisão e afirma que Gross simplesmente proporcionou acesso "sem censura" à internet para uma pequena comunidade religiosa judia na ilha. Segundo a família do americano, sua saúde se deteriorou severamente nos últimos anos. Ele desenvolveu uma artrite degenerativa em uma das pernas e um problema no ombro. Também se especulou sobre a condição mental. A esposa de Gross, Judy, emitiu um comunicado no quinto aniversário da prisão do marido, no qual afirmava que ele "pagou um preço terrível por servir a seu país". "Após cinco anos de encarceramento, Alan está acabado. É hora de o presidente Obama o trazer de volta aos EUA. Caso contrário, será tarde demais", alertou Judy. EFE mb/lvl










