Governo de Letta supera voto de confiança no Parlamento italiano
Internacional|Do R7
Roma, 11 dez (EFE).- O Executivo italiano, presidido por Enrico Letta, superou nesta quarta-feira o voto de confiança proposto no Parlamento para inaugurar oficialmente a nova fase que se abre em seu governo após a saída da coalizão do partido de Silvio Berlusconi, o conservador Força Itália. Por 173 votos a favor, 127 contra e nenhuma abstenção, o primeiro-ministro obteve o "sim" definitivo no Senado, após ter obtido também a confiança da Câmara dos Deputados nesta quarta no mesmo trâmite, que representa uma espécie de nova posse. No Senado, que é a casa onde o Executivo de coalizão conta com uma maioria absoluta mais ajustada, Letta viu reduzido o apoio a seu governo desde o último mês de abril, quando na primeira posse obteve 233 votos a favor e 59 contra, com o apoio então do partido de Berlusconi. Nesta nova realidade parlamentar, a estabilidade do Executivo de Letta depende do grupo saído do antigo partido de Berlusconi, o novo Centro-Direita do vice-primeiro-ministro, Angelino Alfano, que hoje votou de novo a favor do governo, permitindo alcançar a maioria absoluta no Senado. Também manteve seu apoio ao Executivo o Partido Democrata (PD) de Letta, que confirmou a linha mantida até agora após as eleições em primárias no domingo passado de seu novo secretário-geral, o prefeito de Florença, Matteo Renzi, que, tudo indica, será candidato à chefia do governo nas próximas eleições, que presumivelmente acontecerão em 2015. Após retornar da homenagem ao falecido ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, Letta compareceu no Parlamento para pedir a confiança do Parlamento em seu plano de governo para 2014, ano em cuja segunda metade a Itália assumirá a presidência rotativa da União Europeia. "Estou aqui para pedir a confiança para um novo início. Tenho a determinação de lutar com todo meu ser para evitar que o caos volte a ameaçar todo o país, justo quando está voltando a levantar-se. A Itália está preparada para recomeçar e é nossa obrigação geracional ajudar a fazê-lo", declarou. EFE mcs/rsd











