Governo e oposição realizam primeiro contato para resolver crise no Camboja
Internacional|Do R7
Bangcoc, 14 set (EFE).- O primeiro-ministro do Camboja, Hun Sen, e o líder da oposição, Sam Rainsy, mantiveram neste sábado uma primeira reunião com o objetivo de solucionar a crise política gerada após as denúncias de fraude nas últimas eleições. O monarca cambojano, Norodom Sihamoni, recebeu os dois políticos no Palácio Real para tentar facilitar o entendimento no primeiro encontro entre Hun Sen e Sam Rainsy, que voltou há dois meses do exílio, segundo a imprensa local. O vice-presidente do Partido para o Resgate Nacional do Camboja (PRNC), de oposição, Kem Sokha, disse que as duas partes concordaram em se reunir na segunda-feira como um primeiro passo para estabelecer as negociações. No entanto, o líder opositor declarou que mantêm a convocação dos protestos entre amanhã e a próxima terça-feira porque considera que a fraude eleitoral comprometeu sua vitória nas eleições de 28 de julho. "Agradecemos ao rei, mas conservamos nossa posição política como antes porque queremos justiça para os eleitores. Temos que resolver esse problema primeiro", disse Sovann em entrevista coletiva. No dia 8 de setembro, o Comitê Eleitoral do Camboja confirmou a repartição de cadeiras do Parlamento e a vitória por maioria absoluta do Partido do Povo (PPC), liderado por Hun Sen. Após conhecer os resultados definitivos, Rainsy, que retornou ao país em julho para participar das eleições após receber o perdão real, depois de vários anos no exílio, anunciou que os membros eleitos de sua formação vão boicotar a sessão de abertura do Parlamento. O líder opositor ameaçou continuar com os protestos nas ruas e indicou a possibilidade de realizar comícios públicos não autorizados pelo governo, que no mês passado chegou a utilizar veículos blindados nas ruas para evitar protestos similares. O Comitê Eleitoral do Camboja já declarou que não vai abrir um processo de investigação para esclarecer as irregularidades denunciadas pelo grupo opositor devido à falta de evidências sobre as reivindicações de manipulação e fraude eleitoral. O Parlamento do Camboja deve iniciar sua sessão no máximo 60 dias após as eleições, o que acontecerá no próximo dia 27 de setembro. EFE grc/rpr (foto)










