Governo grego buscará "alianças" para melhorar acordo final
Internacional|Do R7
Atenas, 23 jul (EFE).- O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, afirmou nesta quarta-feira que a votação das reformas estipuladas com a zona do euro é apenas um passo para negociar as condições do terceiro resgate e garantiu que o governo tentará buscar "alianças" entre seus sócios para "melhorar" o programa final. "A partir de amanhã (quinta-feira) teremos que negociar de novo as condições do acordo. Temos que utilizar cada aliança na Europa para melhorar o acordo final", disse Tsipras em seu discurso durante o debate parlamentar. O chefe do Executivo grego reiterou que deve aplicar um acordo em que não acredita, mas destacou que ninguém pode "afirmar que a autoria do programa pertence ao governo grego". Tsipras destacou que sua equipe negociou "até o limite das capacidades da economia", mas, na cúpula de 13 de julho, conseguiu "um compromisso difícil" porque só contava com o plano do ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, sobre a saída pactuada do euro ou a "quebra incontrolada" do país. "Admito que cometemos erros nestes seis meses, mas tenho orgulho de ter lutado. Tenho orgulho de ver as praças da Europa cheias de bandeiras gregas", comentou Tsipras em alusão às manifestações convocadas nas principais capitais europeias em solidariedade com a Grécia. O premiê grego garantiu que alguns afirmarão que o governo perdeu a negociação, mas opinou que a "divisão de forças (políticas) não permitia nada melhor". "A Europa já não é o que era antes. Não é a mesma depois de 12 de julho. As forças conservadoras insistem no 'Grexit' (a saída da Grécia do euro), mas o diálogo para o futuro da Europa já se iniciou", ressaltou o chefe de governo. Tsipras disse ainda que não se arrepende de ter convocado o referendo. "Ouvi muita gente da oposição dizer que o acordo é pior que a proposta de 25 de junho. Sou o último que tentará embelezar a situação, mas temos um plano de financiamento de entre 82 bilhões e 86 bilhões de euros para os próximos três anos", ressaltou. O primeiro-ministro comentou que a proposta que rejeitou e que o levou à convocação do referendo "oferecia uma liquidez menor para as obrigações financeiras" que o país deveria fazer frente nos próximos cinco meses, como os pagamentos dos vencimentos da dívida ao Banco Central Europeu e ao Fundo Monetário Internacional. EFE rc-yc/rpr/rsd










