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Governo grego rejeita contraproposta de credores 

Premiê grego questionou vontade do FMI em chegar a acordo

Internacional|Agência Brasil e EFE

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O governo grego rejeitou hoje (24) uma contraproposta apresentada pelos credores, incluindo exigências do FMI (Fundo Monetário Internacional), informou à France Press uma fonte governamental grega.

"Essa contraproposta" insiste, segundo o governo de Atenas, em um aumento das receitas do IVA (imposto sobre o consumo) e em cortes mais significativos na despesa pública.


O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, disse lamentar que o FMI não tenha aceitado as "medidas compensatórias" propostas na segunda-feira (22) por Atenas em reuniões realizadas em Bruxelas e consideradas positivas pelos credores.

Tsipras questiona vontade do FMI em chegar a acordo


O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, questionou a vontade do FMI (Fundo Monetário Internacional) para chegar a um acordo com a Grécia, devido às ressalvas da entidade sobre o plano de reformas do país.

Fontes governamentais afirmaram que, pouco antes de partir para Bruxelas, Tsipras disse a sua equipe que a "perseverança de algumas instituições" em não aceitar medidas alternativas para alcançar o objetivo econômico estipulado no programa de resgate "nunca ocorreu em lugar nenhum, nem na Irlanda nem em Portugal".


Tsipras acrescentou que este "comportamento estranho só pode ter duas explicações: ou não querem um acordo ou querem servir a interesses específicos na Grécia".

O primeiro-ministro atribuiu isso aos problemas colocados pelo FMI, que acredita que o plano grego focou demais em elevar a pressão fiscal, com altas do IVA e nos impostos empresariais, em vez de reduzir o gasto público. O ministro do Trabalho, Panos Skurletis, afirmou em entrevista à rádio pública que "a insistência do FMI em cortes tornam o acordo politicamente problemático".

Estas declarações foram feitas horas antes de Tsipras se reunir em Bruxelas com os líderes das três instituições, Christine Lagarde, do FMI, Mario Draghi, do Banco Central Europeu, e Jean-Claude Juncker, em uma tentativa de evitar que o acordo fracasse no último momento. 

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