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Governo israelense aprova libertação de outros 26 palestinos

Internacional|Do R7

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Jerusalém, 28 dez (EFE).- O governo israelense aprovou neste sábado a libertação de outros 26 presos palestinos que cometeramos crimes antes dos acordos de paz de Oslo de 1993, segundo um comunicado oficial. "Os presos cumpriram penas entre 19 e 28 anos de prisão", disse a nota que informa que a libertação acontecerá "pelo menos 48 horas depois da publicação de lista", prevista para esta mesma noite. Os 26 palestinos, todos acusados de assassinato e participação em organização armada, fazem parte do grupo de 104 presos que ainda cumpriam pena em Israel por delitos cometidos antes do processo de reconciliação iniciado em 1993, que devia ter sido concluído cinco anos depois com a criação de um Estado palestino e que foi interrompido pela segunda Intifada. Israel aprovou a libertação em julho como gesto de boa vontade para que voltasse à mesa de negociações o presidente palestino, Mahmoud Abbas, após três anos de estagnação nas conversas de paz. Até agora o governo israelense já libertou dois grupos de 26, e a terceira fase está prevista para amanhã, domingo, no máximo segunda-feira. "Se algum deles retornar a atividade hostil (em direção a Israel) será devolvido (a prisão) para que cumpra o resto da condenação", lembra a nota do governo israelense. Em troca da libertação destes presos, segundo uma velha promessa verbal de Israel, os palestinos se comprometeram a não recorrer a organismos internacionais durante os nove meses que as partes se deram para negociar. Na quinta-feira centenas de israelenses se manifestaram contra a decisão, e esta noite um pequeno grupo protestou frente à residência de Netanyahu. O processo de negociação, que começou em julho sob a mediação dos EUA, está em uma fase na qual o secretário de Estado, John Kerry, optou por propor todo tipo de ideias para solucionar os problemas, começando pelas medidas de segurança que deverão reger a zona assim que o acordo for fechado. Kerry, que desde fevereiro já esteve nove vezes na região, voltará a Jerusalém e Ramala em 1º de janeiro, anunciou hoje a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki. Em Jerusalém, o chefe da diplomacia americana deve se reunir com o primeiro-ministro israelense, Netanyahu, e em Ramala com o presidente Abbas. O objeto dos encontros são as "negociações sobre o estatuto final" entre israelenses e palestinos, entre outras questões. EFE elb/cd

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