Governo lança candidatura de ex-ministro de Lula para comissão da OEA
Internacional|Do R7
Brasília, 10 mai (EFE).- O Governo Federal lançou nesta sexta-feira a candidatura de Paulo de Tarso Vannuchi, ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República durante o mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, para uma das três cadeiras que ficarão vagas em dezembro na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA). Vannuchi, preso político durante o regime militar e um dos autores do relatório sobre as torturas "Brasil Nunca Mais", ocupou a pasta de Direitos Humanos entre 2005 e 2010. O ex-ministro, jornalista especializado em ciências políticas que trabalhou em diferentes projetos com o ex-presidente desde 1988, ocupa atualmente um cargo no Instituto Lula. "A candidatura de Paulo Vannuchi expressa o compromisso do Brasil com o fortalecimento do Sistema Interamericano de Direitos Humanos", afirmou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado. Segundo a nota, seis países (Brasil, México, Colômbia, Estados Unidos, Equador e Peru) disputam as três vagas que serão abertas no final deste ano. Cada país vota em três candidatos. A escolha dos três membros da CIDH para o período entre 2014 e 2017 está prevista para a primeira semana de junho, quando a OEA realizará sua Assembleia Geral na Guatemala. A comissão é composta por sete membros escolhidos pela Assembleia Geral da OEA para um mandato de quatro anos. O Itamaraty lembrou em seu comunicado que, por estatuto, os membros da comissão são escolhidos "a título pessoal e possuem independência e autonomia no exercício de suas funções", além de não poder julgar casos de países dos quais sejam nacionais. A candidatura de Vannuchi foi lançada na mesma semana em que a Organização Mundial do Comércio (OMC) anunciou a eleição do diplomata Roberto Azevêdo como seu novo diretor-geral em substituição do francês Pascal Lamy. Outro brasileiro e ex-ministro de Lula, José Graziano, foi eleito em 2011 diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). EFE cm/rsd
