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Governo norte-irlandês responsabiliza dissidentes do IRA por 2 assassinatos

Internacional|Do R7

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Dublin, 10 out (EFE).- O Governo da Irlanda do Norte responsabilizou dissidentes do já inativo Exército Republicano Irlandês (IRA) pelos assassinatos de dois supostos criminosos ligados à comunidade católica, um cometido na última terça-feira, em Belfast, e o outro nesta quinta-feira, em Derry. O vice-ministro principal, o republicano Martin McGuinness, confirmou essa versão depois que uma cisão do IRA assumisse hoje o assassinato do norte-irlandês Kevin Kearney, encontrado morto ontem em um parque do norte de Belfast após ter sido baleado na última terça. Em um comunicado enviado ao jornal norte-irlandês "Irish News", de ideologia nacionalista, os autores do ataque se identificaram como "IRA", embora seja uma facção formada por membros de grupos dissidentes republicanos contrários ao processo de paz na província. "Kearney se negou a fazer caso de nossas advertências e continuou desenvolvendo suas atividades e, em consequência, o IRA tomou a decisão de executá-lo", assinalou o grupo terrorista em referência ao suposto tráfico de drogas articulado pela vítima, de 46 anos. Poucas horas depois, outro cidadão foi morto a tiros em um apartamento da cidade de Derry, no oeste da Irlanda do Norte, em outra ação que leva a marca das cisões dissidentes, segundo declarou hoje McGuinness, "número dois" do Sinn Féin, antigo braço político do IRA. "Muitos destes grupos também estão envolvidos no tráfico de drogas. Habitualmente, eles extorquem os traficantes e outros criminosos. Estão muito envolvidos em todos os tipos de crime organizado", explicou o dirigente nacionalista. Segundo McGuinness, ex-comandante do IRA, os dissidentes cometem estes assassinatos "sob a falsa impressão" de que articulam tais ações para defender a sua comunidade de elementos indesejáveis, sendo que, segundo ele, os norte-irlandeses já decidiram respaldar o processo de paz. Nos tempos de conflito na província, tanto o Sinn Féin como o IRA reconheciam a autoridade das forças da ordem, e o movimento republicano se atribuía de todo o poder policial e judicial em suas comunidades, um modelo que o novo "IRA" também pretende seguir. Este grupo é o mesmo que acabou com a vida do agente penitenciário David Black em um ataque realizado no dia 1º de novembro de 2012. Black, de 52 anos, foi baleado em uma emboscada articulada por um comando do "IRA" na estrada que une as localidades de Portadown e Lurgan. Na ocasião, a vítima se dirigia ao presídio de Maghaberry, ao sul de Belfast. Um porta-voz do Serviço Policial da Irlanda do Norte (PSNI, na sigla em inglês) informou que as investigações sobre o assassinato de Kearney e do outro homem em Derry, cuja identidade ainda não foi divulgada, já foram iniciadas. Estes fatos vêm à tona no momento em que o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, é aguardado em Belfast, onde participará de uma conferência organizada pelo governo norte-irlandês para atrair investimentos à província. EFE ja/fk

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