Governo reitera que crise por espionagem com os EUA está "superada"
Internacional|Do R7
São Paulo, 4 jul (EFE).- O governo federal reiterou neste sábado que a crise por espionagem com os Estados Unidos está superada após as novas revelações feitas pelo Wikileaks, que publicou hoje uma lista com o nome de 29 integrantes do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff que foram monitorados pelas agências americanas. O ministro da Comunicação, Edinho Silva, ressaltou em comunicado que as informações divulgadas hoje pelo órgão fundado pelo ativista australiano Julian Assange fazem referência a "episódios antigos". "O próprio governo americano reconheceu internacionalmente o erro e assumiu seu compromisso de mudança nessa prática. Para o nosso governo, isso está superado", minimizou. A publicação da lista ocorre apenas dois dias depois de Dilma ter viajado a Washington para se reunir com o presidente dos EUA, Barack Obama. Um dos principais assuntos em pauta era o fim das tensões geradas pelo episódio de espionagem da NSA revelados em 2013. A reunião estava inicialmente programada para outubro de 2013, mas Dilma cancelou a visita após descobrir que suas comunicações pessoais tinham sido espionadas pelas agências americanas. O Wikileaks revelou que, além da presidente, os EUA monitoraram as comunicações de 29 integrantes do primeiro governo de Dilma, entre eles do ex-chefe da Casa Civil Antonio Palocci e do ex-ministro de Relações Exteriores Luiz Alberto Figueiredo Machado. O documento também cita a espionagem de membros da equipe econômica da presidente, assim como do Itamaraty, entre eles os embaixadores do Brasil em Berlim, Paris, Genebra, Bruxelas e na própria capital americana. Assange afirmou que as informações divulgadas neste sábado demonstram quem os EUA "têm um longo caminho por percorrer para demonstrar que a vigilância aos governos 'amigos' terminou". Em 2013, documentos entregues pelo ex-analista da Agência Nacional de Segurança (NSA) Edward Snowden ao jornalista Gleen Greenwald revelaram que os americanos espionaram as comunicações de Dilma, de empresas, cidadãos e membros do governo. A revelação gerou uma tensão política entre os dois países, problema considerado como resolvido durante a recente visita da presidente a Washington, na qual foram anunciados diversos acordos bilaterais. EFE ass/lvl










