Governo tailandês aplica Lei de Segurança Interna contra protestos
Internacional|Do R7
Bangcoc, 25 nov (EFE).- A primeira-ministra da Tailândia, Yingluck Shinawatra, anunciou nesta segunda-feira que aplicará a Lei de Segurança Interna em Bangcoc e várias províncias para restabelecer a ordem alterada pelas grandes manifestações antigovernamentais. Yingluck acusou os manifestantes em mensagem retransmitida pela televisão nacional da invasão de várias agências do governo e a destruição de bens públicos em Bangcoc. A Lei de Segurança Interna, de 2008, permite o corte dos direitos e as liberdades civis A primeira-ministra disse que os corpos de segurança cumprirão a lei, mas "sem empregar a força" e respeitarão os padrões internacionais. A medida será aplicada em Bangcoc, na província de Nonthaburi e partes das de Samut Prakan e Pathum Thani. Yingluck instou os líderes da mobilização antigovernamental, ex-deputados, que resolvam seus problemas no Parlamento e não nas ruas, e exigiu que os manifestantes respeitem a lei e não participem de reuniões ilegais. O comparecimento da chefe do governo tailandês pela televisão aconteceu depois de dezenas de milhares de pessoas se manifestarem nesta segunda-feira em diferentes zonas de Bangcoc e terminassem de ocupar os ministérios de Relações Exteriores e de Finanças. O ex-vice-primeiro-ministro Suthep Thaugsuban, do Partido Democrata, de oposição, comanda esta mobilização, que começou há algumas semanas e ganhou força este fim de semana com a incorporação de grupos e organizações civis, e a manifestação de um milhão de pessoas no domingo em frente ao Monumento à Democracia, que se transformou no acampamento base na capital. Segundo o exército, só conseguiu reunir 150 mil seguidores, e segundo a polícia, menos de cem mil. Yingluck tem a seu favor a maioria parlamentar e o apoio nas ruas dos "camisas vermelhas", partidários que estão reunidos desde domingo no estádio nacional Rajamangala de Bangcoc, com capacidade para 49 mil pessoas. A Tailândia arrasta uma grave crise política desde o cruel golpe militar de 2006, que derrubou o governo de Thaksin Shinawatra, irmão mais velho da atual primeira-ministra. Suthep declarou que sua "cruzada" nas ruas de Bangcoc não é para ganhar o poder, mas para expulsar dele para sempre a Thaksin e seu grupo. EFE zm/cd










