Governo tcheco renuncia após perder voto de confiança do Parlamento
Internacional|Do R7
Praga, 13 ago (EFE).- O governo tecnocrata da República Tcheca, dirigido pelo economista Jiri Rusnok, apresentou nesta terça-feira sua renúncia ao presidente, Milos Zeman, uma formalidade exigida pelas leis após a perda do voto de confiança do Parlamento na quarta-feira passada. Rusnok, um aliado do ex-social-democrata Zeman, continuará como primeiro-ministro interino até a resolução da crise política, possivelmente por eleições antecipadas que podem acontecer em outubro, informou a "Radio Praga". No próximo dia 20, o Parlamento se reunirá em uma sessão extraordinária para votar sua dissolução e a convocação de eleições antecipadas, para o que são necessários 120 votos das 200 cadeiras da câmara. Vários partidos da câmara estão a favor dessa medida, desde a esquerda até os liberais conservadores do TOP 09, o que em conjunto representa 133 cadeiras. Se no dia 20 de agosto, como está previsto, for decidido o fim da legislatura, as próximas eleições devem acontecer em outubro, 60 dias depois da dissolução do Parlamento. Enquanto isso, o Senado ficará encarregado de tramitar as leis importantes que estavam na agenda da câmara Baixa, que deixará de trabalhar por alguns meses. As eleições devem encerrar um período de turbulências políticas que começou com a desintegração da antiga coalizão governamental de centro-direita, liderada pelo primeiro-ministro Petr Necas entre 2010 e o último dia 17 de junho, que renunciou após ser atingido pelas denúncias de corrupção e abuso de poder envolvendo sua chefe de Gabinete. O Executivo foi substituído por um governo "de especialistas" que apresentou sua renúncia hoje, e que foi nomeado pelo presidente sem o respaldo da maioria parlamentar, resultando na perda do voto de confiança na semana passada. EFE vie/rpr











