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Governo venezuelano vigia "acampamento golpista" na embaixada de Cuba

Maduro também voltou a evidenciar a rejeição do Executivo ao "detestável ataque da direita"

Internacional|Do R7

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Desde a última quinta-feira, cerca de 20 estudantes opositores estão concentrados em frente à embaixada cubana
Desde a última quinta-feira, cerca de 20 estudantes opositores estão concentrados em frente à embaixada cubana

O Governo venezuelano anunciou neste sábado (16) que está vigiando o "acampamento golpista" montado em frente à embaixada de Cuba, onde um grupo de estudantes protestam há três dias contra a "ingerência" da ilha, e voltou a responsabilizar o líder opositor, Henrique Capriles, por esses fatos.

"Se eles querem montar esse acampamento golpista, nós estaremos atentos, protegendo a embaixada de Cuba e brindando-a com as garantias diplomáticas que o direito internacional nos exige", indicou o vice-presidente, Nicolás Maduro, em um ato governamental transmitido pela televisão estatal.


Maduro também voltou a evidenciar a rejeição do Executivo ao "detestável ataque da direita" contra essa embaixada e, por isso, responsabilizou novamente Capriles, governador de Miranda, e o prefeito de Baruta, o opositor Gerardo Blyde, pelos fatos ocorridos, já que a sede se encontra nesse estado e município, respectivamente.

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"Eles dois são os responsáveis pela agressão a sede da embaixada de Cuba, a qual, neste momento, está latente em frente à embaixada. Nós os responsabilizamos", insistiu Maduro.

Horas depois de o vice-presidente ter indicado que tinha comunicado o procurador-geral para se manter "alerta em relação a essa agressão", o Ministério Público abriu uma investigação para determinar se o protesto chegou a colocar "em risco" a sede diplomática.


Desde a última quinta-feira, cerca de 20 estudantes opositores estão concentrados em frente à embaixada cubana, sendo que a maioria segue atado com correntes e cadeados para reivindicar mais informações sobre a saúde do presidente Hugo Chávez, hospitalizado em Havana há mais de dois meses, e assegurar a "soberania do país" frente à ilha.

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Segundo pôde constatar a Agência Efe ontem, cerca de 60 membros da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) e outra dezena da Guarda Nacional (GNB) estão custodiando essa mesma sede diplomática. Na última quinta-feira, sete estudantes foram detidos durante umas horas pela Guarda Nacional (GNB), os quais chegaram a denunciar uma série de agressões.

No entanto, tais denúncias não foram confirmadas pelo Governo, enquanto Maduro recomendou a aplicação severa da lei aos corpos policiais.

Neste sábado, vários deputados opositores, como María Corina Machado, se aproximaram da sede diplomática para se solidarizar com os jovens e para realizar uma assembleia cidadã sobre a influência cubana na Venezuela.

"Os estudantes estão se manifestando de forma pacífica, amparados na Constituição nacional e defendendo nossos direitos", declarou aos jornalistas um dos universitários, José Vicente García, lembrando que não sairão do local até que Chávez volte à Venezuela para governar o país.

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