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Greve agrária na Colômbia já deixou 2 mortos e 175 feridos

Internacional|Do R7

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Bogotá, 23 ago (EFE).- A greve do setor agropecuário na Colômbia que começou na segunda-feira matou dois e 175 pessoas foram detidas por causa dos bloqueios nas estradas do país, divulgaram nesta sexta-feira fontes oficiais e dos grupos que organizaram o protesto. Uma das mortes ocorreu na noite desta quinta-feira em Puerto Boyacá, onde um homem que participava de uma manifestação levou um tiro, denunciou um porta-voz da greve. "Foi durante os confrontos com a polícia e o exército", disse à Agência Efe Heberto Díaz, porta-voz da mesa de interlocução agropecuária. O diretor da Polícia Nacional, Rodolfo Palomino, disse que um motociclista morreu em uma estrada de Boyacá ao se ferir com um arame colocado pelos manifestantes na rodovia para impedir a passagem. Segundo Palomino, o acidente aconteceu em "uma situação de penumbra", o que impediu que o motociclista visse o arame esticado na estrada. "Algumas pessoas instalaram um arame de lado a lado da via, para quem não conseguisse ver se prendesse ali e acabasse morrendo", disse Palomino a jornalistas. A polícia disse que em alguns bloqueios de estradas foram vistos artefatos explosivos improvisados e armas de fogo para atingir a polícia e os próprios manifestantes. As ações de repressão das autoridades levaram à detenção de 175 pessoas em todo o país nestes cinco dias, afirmou a polícia em comunicado. A maior parte das prisões aconteceu em Boyacá, região em que a situação é mais delicada. Foram detidas 54 pessoas. Elas são acusados de porte e fabricação de material explosivo, obstrução de via pública, dano a bem alheio, ataque contra servidor público e terrorismo. A polícia também afirmou que a violência das manifestações deixou 117 policiais feridos. Enquanto isso, Díaz confirmou que a greve continuará e que mais de 200 mil camponeses continuarão ocupando as principais vias do país, até o governo aceitar negociar. "Estamos atentos e à espera de que o governo mande algum tipo de sinal. Ontem falamos com vários congressistas para abrir uma mesa nacional de negociação, mas o governo insiste em mesas regionais que fracassaram, como a de Boyacá na quinta-feira", criticou Díaz. A greve, convocada pelo movimento Dignidad Cafetera teve a adesão além dos produtores de batata, leite, tomates e cebola de Boyacá, de outros setores como os produtores de hortaliças e estudantes. EFE mlb/cd/ma

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