Greve na França custa ao menos R$ 79 milhões por dia
Setor ferroviário está descontente com reforma trabalhista
Internacional|Da Ansa

A greve de trabalhadores do setor ferroviário custa "mais de 20 milhões de euros por dia" aos cofres franceses, informou um representante da SNCF (Companhia Nacional de Ferrovias) à imprensa francesa nesta segunda-feira, dia 6.
Segundo o jornal local Le Figaro, a estimativa inclui o prejuízo de bilhetes não vendidos, reembolsos e substituições, entre outros.
A paralisação entrou hoje em seu sexto dia, sem expectativa de acabar. A pouco tempo do início da Euro 2016, o governo francês enfrenta o descontentamento da população contra uma reforma trabalhista, que também causou a paralisação das refinarias, afetando o abastecimento de combustível no país.
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A reforma prevê uma flexibilização do mercado de trabalho, permitindo que as empresas ampliem as possibilidades de demissão por justa causa. Além disso, autoriza a negociação de horas extras (e não mais o pagamento automático) e permite a demissão de funcionários de multinacionais que estejam passando por dificuldades financeiras na França, mesmo que tenham lucro em filiais de outros países.
Uma greve geral está programada para o dia 14 de julho, quando é comemorada a queda da Bastilha.
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