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Grupo de direitos humanos insta China a revogar penas contra profissionais do sexo

Internacional|Do R7

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Por Grace Li

HONG KONG, 14 Mai (Reuters) - A China deve remover penalidades criminais e administrativas contra os trabalhadores do sexo, que muitas vezes levam a graves abusos policiais, disse a Human Rights Watch em um relatório divulgado nesta terça-feira.


Os abusos incluem tortura, espancamentos, agressões físicas, multas e detenções arbitrárias de até 2 anos, bem como a falha em investigar crimes contra os trabalhadores do sexo por clientes, chefes e agentes do Estado, de acordo com o relatório.

A prostituição não é permitida na China, embora a indústria tenha crescido desde que o país lançou reformas econômicas em 1978.


A organização Human Rights Watch estima que entre 4 e 6 milhões de pessoas estão envolvidas com o trabalho sexual na China, sendo as mulheres a maioria esmagadora.

Os profissionais do sexo também são submetidos a testes de HIV forçados, violações da privacidade e maus-tratos por funcionários de saúde, diz o relatório.


"Na prática, os profissionais do sexo são tratados como se eles não tivessem direitos, simplesmente porque eles são profissionais do sexo", disse Sophie Richardson, diretora para a China da Human Rights Watch.

O porta-voz da chancelaria chinesa, Hong Lei, questionado sobre o relatório, se recusou a comentar.


O governo publicou, no entanto, o seu relatório anual sobre direitos humanos nesta terça-feira, repetindo o discurso padrão de que a China respeita e protege os direitos humanos e que, para isso, considera melhorar os padrões de vida de uma medida importante.

"Depois de anos de esforços ininterruptos, a China atingiu um nível superior em termos de qualidade de vida das pessoas, democracia, Estado de direito, desenvolvimento cultural, segurança social e proteção ambiental", disse o relatório do governo.

(Com reportagem de Ben Blachard)

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