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Grupo de presos de Guantánamo está em greve de fome há seis semanas

Internacional|Do R7

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Washington, 19 mar (EFE).- Um grupo de presos de Guantánamo está em greve de fome há seis semanas em protesto pelo tratamento que recebem na prisão militar americana, denunciou nesta terça-feira à Agência Efe o advogado de um dos detidos. A greve começou no último dia 6 de fevereiro em protesto pelas "duras condições disciplinares" nas quais vivem os presos nos galpões da base naval dos EUA em Guantánamo, declarou o advogado Omar Farah, do Center for Constitutional Rights. Segundo Farah, que representa um iemenita detido em Guantánamo sem acusações desde 2002, o estopim foram as "agressivas revisões" das celas, que, segundo lhe contaram os presos, endureceram recentemente, algo que o Pentágono nega. O advogado denunciou que nesses registros são confiscados objetos pessoais como cartas e fotografias, que são buscadas inclusive nas cópias do Corão, o que é considerado uma "profanação religiosa" pelos detentos. A organização garante que a "maioria" dos aproximadamente 130 presos que se encontram no módulo Campo 6 se somaram à greve de fome, sem dar um número concreto. Farah indicou que falou no dia 14 de março com o iemenita Fahd Ghazy, levado a Guantánamo com 17 anos em 2001 e ainda sem acusações, que lhe assegurou que alguns dos presos perderam entre 18 e 22 quilos. O Pentágono, que reconheceu que alguns detidos se encontram em greve de fome, rejeitou estas acusações que considerou "falsidades" e "exageros". "As reivindicações de uma greve de fome em massa e de um incidente no qual o Corão foi incorretamente tratado são simplesmente falsas", declarou à Efe o capitão Robert Durand, porta-voz da base naval de Guantánamo. Durand assinalou que o número de detidos que rejeitaram ingerir alimentos aumentou desde que começaram a difundir-se as alegações na imprensa e passou dos seis que havia quando começou o protesto aos 24 reportados hoje. Neste sentido assinalou que o pessoal médico está vigiando "continuamente" os detidos e negou que a greve de fome esteja deteriorando a saúde dos presos ou que estejam sofrendo grandes perdas de peso. As greves de fome foram uma constante em Guantánamo desde logo após sua inauguração em janeiro de 2002 e a maior delas chegou a envolver 100 detentos em 2006. Atualmente há vários detidos em greve de fome prolongada como Tariq Ba Odah, que a mantém desde 2007, segundo o Center for Constitutional Rights, e que é alimentado com comida líquida com suplementos nutricionais duas vezes ao dia. EFE elv/rsd

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