Grupo de sauditas reivindica que mulheres voltem ao volante na Arábia
Internacional|Do R7
Riad, 23 out (EFE).- Um grupo de cidadãos sauditas pediu ao governo que rejeite dar permissão para que as mulheres dirijam por considerarem algo que "conspira contra o Estado", publicou nesta quarta-feira o jornal árabe "Al-Hayat". Os opositores foram ontem à sede do Gabinete Real, na cidade portuária saudita de Jidá, para manifestarem rejeição à campanha nas redes sociais que estimula as mulheres a saírem às ruas no próximo domingo para dirigir seus carros, indo contra a proibição do reino. Em declarações ao jornal, o membro do Conselho da Shura (de caráter consultivo) Ibrahim Abu Eba classificou a iniciativa de "ameaça à estabilidade, à segurança e ao governo". As exigências das ativistas sauditas "faltam ao respeito com o Estado", advertiu o deputado. Abu Eba lembrou que foi o já falecido mufti da Arábia Saudita, o xeque Abdulaziz bin Baath, que emitiu uma medida levada ao Ministério do Interior em 1990 para proibir as mulheres de dirigirem. Em setembro de 2007, um grupo de mulheres intelectuais sauditas criou a primeira associação no reino para reivindicar o direito ao volante. É comum as autoridades prenderem as motoristas e reterem o veículo até que o "mehrem" (semelhante a um tutor, responsável) se apresente à delegacia e assine um documento garantindo que a infração não se repetirá. EFE msr/jcf/tr













