Grupo jihadista reivindica atentado contra ministro do Interior do Egito
Internacional|Do R7
Cairo, 8 set (EFE).- Um grupo jihadista do Egito reivindicou neste domingo a autoria do atentado com carro-bomba realizado na quinta-feira contra o comboio do ministro do Interior, Mohammed Ibrahim, que deixou um morto e vinte feridos. Em comunicado, divulgado em um site islamita, o grupo "Ansar Beit al Maqdis" (Seguidores da Casa de Jerusalém) ameaçou que suas próximas ações serão "mais duras". "Nossos irmãos conseguiram romper o sistema de segurança do assassino do Interior com uma operação de martírio efetuada por um leão de seus leões", dizia a nota. O grupo, baseado na península egípcia do Sinai, se desculpou por não ter matado o ministro, que saiu ileso da explosão, e afirmou que "as façanhas dos mujahedin vão se repetir contra Ibrahim e seus colegas hereges". O chefe do Exército, Abdel Fatah al Sisi também foi ameaçado pelo grupo, que pediu que todos os muçulmanos egípcios se afastem das sedes e instalações do Ministério do Interior e do da Defesa. Ansar Beit al Maqdis justificou suas ações nos "massacres de muçulmanos desarmados" em frente à sede da Guarda Republicana, ocorridos em julho, e dos acampamentos islamitas de Rabea al Adauiya e Al- Nahda, em agosto. E denunciou as detenções de islamitas após o golpe militar e os bombardeios contra o Sinai, onde o exército anunciou ontem sua maior operação contra os extremistas. O grupo reivindicou mês passado o lançamento de um míssil contra a cidade israelense de Eilat, e se define na nota propício à jihad (guerra santa) e contrário à democracia. Ansar Beit al Maqdis surgiu em setembro de 2012, ao atribuir para si um ataque lançado do Sinai contra uma patrulha do exército israelense, que matou um soldado e feriu outro. Vários grupos islamitas do Egito, como a Irmandade Muçulmana e o radical Gamaa al Islamiya, condenaram o atentado contra Ibrahim, que aconteceu no Cairo e deixaram claro não ter tido participação. EFE mv-mf/cd













