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Guardian se alia ao New York Times para revelar documentos de Snowden

Edward Snowden, que se refugiou na Rússia após fazer as revelações, já estaria ciente do acordo

Internacional|Do R7

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Edward Snowden, ex-prestador de serviços da NSA, revelou a existência de programas secretos de espionagem dos EUA
Edward Snowden, ex-prestador de serviços da NSA, revelou a existência de programas secretos de espionagem dos EUA

O jornal britânico The Guardian anunciou na sexta-feira (23) um acordo para repassar ao The New York Times parte dos documentos secretos entregues pelo ex-técnico de inteligência Edward Snowden.

A parceria foi divulgada em um breve texto no site do Guardian, que nesta semana revelou pressões do governo britânico para destruir informações fornecidas por Snowden.

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Foi o Guardian que revelou, no começo de junho, os documentos secretos entregues por Snowden mostrando os amplos programas secretos de monitoramento de comunicações telefônicas e digitais pelos governos dos EUA e Grã-Bretanha.

"Em um clima de intensa pressão por parte do governo do Reino Unido, o Guardian decidiu trazer um parceiro dos EUA para trabalhar em cima dos documentos da GCHQ [órgão de segurança nacional do governo britânico] fornecidos por Edward Snowden. Estamos trabalhando em uma parceira com o NYT e outros para continuar publicando essas reportagens", disse o Guardian em nota.

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Representantes do Times não responderam de imediato a pedidos da Reuters para comentar o assunto.

Mas uma fonte familiarizada com o acordo disse que ele foi selado há várias semanas, e que Jill Abramson, editora-executiva do Times, se envolveu pessoalmente na negociação.

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O site Buzzfeed noticiou que Scott Shane, repórter do Times especializado em segurança nacional e inteligência, está preparando uma série de reportagens que deve ser publicada no mês que vem em conjunto com o Guardian.

O jornal britânico disse que, com essa parceria, poderá "continuar expondo a vigilância maciça, ao colocar os documentos de Snowden a respeito da GCHQ fora do alcance do governo".

A publicação disse ainda que Snowden, que se refugiou na Rússia após fazer as revelações, está ciente do acordo.

Alan Rusbridger, editor do Guardian, disse nesta semana que o jornal foi ameaçado de um processo judicial se não destruísse ou entregasse todos os arquivos fornecidos por Snowden. Dois agentes de inteligência posteriormente supervisionaram a destruição dos discos rígidos na sede do Guardian, mas o editor disse que isso não impedirá o jornal de continuar fazendo revelações, já que havia cópias no exterior.

A Grã-Bretanha diz que suas agências de segurança atuam de acordo com a lei, e que os vazamentos propiciados por Snowden são uma ameaça à segurança nacional.

O principal jornalista do Guardian envolvido nas revelações, Glenn Greenwald, vive no Rio de Janeiro. O companheiro dele, o brasileiro David Miranda, passou no fim de semana nove horas detido por autoridades britânicas no aeroporto Heathrow, quando voltava de Berlim para o Rio transportando novos arquivos remetidos por Snowden. Os aparelhos eletrônicos onde os arquivos estavam guardados foram confiscados.

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