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Guatemaltecos fazem "velório" para democracia horas antes das eleições

Escândalos no país provocaram a renúncia e encarceramento do presidente Otto Pérez Molina

Internacional|Do R7

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Manifestantes protestam contra a “morte da democracia” na Guatemala
Manifestantes protestam contra a “morte da democracia” na Guatemala

A poucas horas das eleições gerais, cerca de uma centena de guatemaltecos realizaram neste sábado (5) um velório simbólico pela democracia, à qual consideram morta.

"Rompamos o ciclo de nossa desgraça, estas eleições não são democracia", cantavam várias vezes os cidadãos, que pediam o fim do processo eleitoral deste domingo, quando 7,5 milhões de guatemaltecos foram chamados às urnas para escolher quase 4.000 cargos públicos.


Estudantes encapuzados, mulheres com véus e velas e até crianças cantaram o hino nacional, mas com uma letra especial, na qual asseguravam que a democracia morreu após os últimos escândalos de corrupção, que provocaram a renúncia e encarceramento do presidente Otto Pérez Molina.

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A manifestação começou na Igreja El Calvário, passando pela Corte de Constitucionalidade, Congresso, Palácio Nacional da Cultura e Tribunal Supremo Eleitoral. Na marcha, os participantes transportaram um caixão no qual, simbolicamente, estava descansando a democracia da Guatemala.

Desde o dia 16 de abril, quando foram desarticulados os comandantes pequenos e médios do esquema de corrupção conhecido como "La Línea", o caso que levou Pérez Molina e sua ex-vice-presidenta Roxana Baldetti à prisão, os cidadãos saem todos os sábados para as rua a fim de exigir o fim da corrupção e da impunidade.

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