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Guerra no Oriente Médio se tornou disputa de quem cede primeiro, diz especialista

Pressionado por crise de popularidade e custo do conflito para aliados dos EUA, Trump estaria tentando ganhar tempo contra o Irã

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A guerra no Oriente Médio é uma disputa de tempo entre o Irã e os Estados Unidos.
  • O analista Uri Fancelli aponta que ambos os lados buscam saber quem cederá primeiro.
  • Trump, pressionado pela baixa popularidade, evita fixar um prazo para o fim do conflito.
  • O presidente dos EUA tenta não escalar o conflito, reconhecendo os custos para seus aliados na região.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A guerra no Oriente Médio não se dá apenas pela abertura de Ormuz, mas por tempo, pontua o analista de relações internacionais Uriã Fancelli. “A gente tem uma situação em que existe, de um lado, o Irã com o seu bloqueio do estreito de Ormuz para tentar sangrar a economia global. Do outro lado, tem os Estados Unidos também promovendo o próprio bloqueio. O que a gente está vendo dos dois lados é uma disputa por saber quem vai piscar primeiro.”

Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (23), o especialista avalia que, enquanto os EUA apostam no enfraquecimento do regime iraniano, o Irã acompanha com atenção a queda de popularidade interna do presidente Donald Trump. Segundo ele, por uma democracia como a norte-americana ser mais vulnerável a pressões populares, é possível que Washington ceda primeiro.


Enquanto EUA apostam no enfraquecimento do regime, Irã observa queda na popularidade de Trump Dado Ruvic/Reuters

É diante dessa indisposição, diz Fancelli, que Trump aproveita para não dar um novo prazo para o fim do conflito. Nesta quarta-feira (22), o líder alegou que não era possível prever negociações de paz devido a uma divisão na liderança do regime iraniano. Mas, ainda que as negociações entre Washington e Teerã sigam sem avanço, a porta-voz da Casa Branca afirma que o líder norte-americano é quem dita as regras do jogo no momento.

Já para o especialista, não é da vontade do republicano voltar para o conflito de uma maneira mais direta e militarizada. Ele acredita que Trump “tem entendido o custo para infraestrutura crítica na região, para os aliados dos Estados Unidos” e “tenta não aumentar um problema que já era bastante grande”.

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