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Hackers vazam arquivos sigilosos das forças de segurança do Departamento de Justiça dos EUA

Grupo de ransonware ‘Qilin’ assumiu a responsabilidade pelo roubo e publicação dos arquivos

Internacional|Sean Lyngaas, da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Hackers russos vazaram arquivos sigilosos da ATF, parte do Departamento de Justiça dos EUA.
  • Os arquivos incluem informações sobre investigações de roubo, incêndio criminoso e homicídio.
  • O grupo de ransomware Qilin assumiu a responsabilidade pelo vazamento.
  • A ATF está trabalhando com o Departamento de Justiça para avaliar e responder ao incidente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Incidente é considerado "grave" e foi comunicado ao Congresso Samuel Corum/Getty Images/File via CNN Newsource

Uma provável quadrilha de cibercriminosos de língua russa vazou, na segunda-feira (31), o que parecem ser arquivos sigilosos de aplicação da lei roubados da ATF (Agência de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos) do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Os arquivos despejados parecem incluir informações sobre alvos de investigações anteriores da ATF e análises de suas comunicações telefônicas, de acordo com uma análise dos dados feita pela CNN Internacional e por um pesquisador independente de segurança cibernética.


Alguns dos arquivos correspondem a agentes específicos da ATF e a casos de grande repercussão em que eles aparentemente trabalharam.

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Os dados abrangem investigações relacionadas a roubo à mão armada, incêndio criminoso, explosivos e homicídio, de acordo com o pesquisador, Ron Fabela. Uma parte dos casos mencionados nos arquivos faz parte do trabalho da Divisão de Campo de Houston da ATF, disse Fabela.


Em um comunicado na segunda-feira, a ATF afirmou que “não pode confirmar a autenticidade, a natureza ou o escopo” dos dados vazados no momento e que a agência estava trabalhando com o Departamento de Justiça e outras agências federais para “avaliar as alegações e tomar as medidas apropriadas”.

“Como a ATF declarou anteriormente, o sistema afetado não estava conectado aos outros sistemas operacionais da ATF — e o incidente não os afetou. A capacidade da ATF de cumprir sua missão não foi impactada”, continuou o comunicado da agência.


A ATF divulgou originalmente a invasão na semana passada, informando que ela atingiu o limite para um incidente de segurança cibernética “grave” que exige a notificação do Congresso.

De acordo com a legislação federal, um incidente cibernético “grave” é geralmente aquele que pode prejudicar a segurança nacional, a política externa ou os interesses econômicos dos EUA.


Um prolífico grupo de ransomware chamado Qilin assumiu anteriormente a responsabilidade pela invasão; na segunda-feira, o grupo começou a vazar os arquivos de seu site de vítimas na dark web.

O grupo reivindicou vítimas nos setores de manufatura, varejo e saúde nos últimos anos, levando a unidade de inteligência cibernética da Cisco a rotulá-lo como uma das “ameaças de ransomware mais prolíficas e prejudiciais em escala global”.

A Halcyon, outra empresa de segurança cibernética que rastreia grupos de ransomware, afirmou ter “alta confiança” de que os membros do Qilin falam russo.

A invasão à ATF é a mais recente dor de cabeça para agências federais envolvendo os cibercriminosos que elas frequentemente perseguem.

Um ataque de ransomware em 2023 ao Serviço de Delegados dos EUA afetou informações pessoais de indivíduos investigados pelo órgão.

Naquele mesmo ano, hackers invadiram um sistema de computadores que o escritório de Nova York do FBI (Federal Bureau of Investigation) usava em investigações de imagens de exploração sexual infantil, incluindo um sistema usado para armazenar imagens relacionadas à investigação de Jeffrey Epstein, de acordo com pessoas informadas sobre o assunto.

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