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‘Cyberwarfare’: Irã troca soldados por hackers em possível nova fase do conflito

Segundo Igor Lucena, efeitos de ataques cibernéticos a infraestruturas podem ser mais graves que os de ações com mísseis

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O conflito no Oriente Médio pode entrar em uma nova fase de "cyber warfare", com ataques cibernéticos a infraestruturas críticas.
  • Hackers, possivelmente iranianos, tentam invadir sistemas de monitoramento de instalações de água nos EUA.
  • Especialista Igor Lucena destaca que o Irã pode usar ataques cibernéticos para desestabilizar a região e forçar negociações.
  • Esses ataques cibernéticos podem ter impactos humanitários mais graves do que ataques convencionais com mísseis.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A guerra no Oriente Médio pode estar adentrando um segundo momento: o de “cyberwarfare”. Nesta quarta-feira (19), várias agências governamentais dos Estados Unidos alertaram que hackers não identificados tentavam invadir dispositivos que monitoram instalações de água. Especialistas em segurança cibernética atribuem a ação a hackers iranianos.

Segundo o especialista em relações internacionais Igor Lucena, o Irã entende que, do ponto de vista militar clássico, não é possível deter os EUA e Israel. “A melhor maneira de você desestabilizar a região, colocar entre aspas a culpa nos Estados Unidos, seria paralisar ou destruir as usinas de dessalinização e tratamento de água dos países do Oriente Médio. Não dos Estados Unidos”, pontua Lucena em entrevista ao Conexão Record News.


Um homem de costas, vestindo um moletom vermelho com capuz, está sentado em uma cadeira em frente a uma mesa
Efeitos de um ataque cibernético seriam muito maiores do ponto de vista humanitário Reprodução/Record News

Ele destaca que um ataque do Irã à infraestrutura da região poderia levar a uma crise humanitária, o que forçaria os países a “rapidamente fazer com que os americanos mudassem o seu objetivo nos conflitos e tentassem algum tipo de acordo”. Se isso ocorrer, no entanto, ele afirma que a repercussão será muito negativa. “Eu temo que os efeitos de um ataque cibernético seriam muito maiores do ponto de vista humanitário do que os próprios ataques de mísseis.”

O alerta, em meio a incidentes cibernéticos generalizados que visam locais de abastecimento de água em vários estados norte-americanos, descreve uma “ameaça ativa” a todos os controladores lógicos programáveis em diversos setores de infraestrutura crítica, o que inclui instalações de manufatura, energia, água e esgoto, química, alimentos e agricultura.

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