Hezbollah ameaça punir Israel por assassinato de um de seus dirigentes
Internacional|Do R7
Beirute, 20 dez (EFE).- O líder do grupo xiita libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse nesta sexta-feira que irá retaliar Israel pelo recente assassinato de um dos dirigentes do movimento, Hassan Laquis, no sul de Beirute. "Os assassinos serão castigados cedo ou tarde porque o sangue de nossos mártires não se desperdiça. Seus assassinos nunca estarão a salvo em nenhum lugar do mundo", afirmou Nasrallah em discurso divulgado durante um ato em homenagem a Laquis. Hezbollah acusa Israel pelo assassinato, em 4 de dezembro, de Laquis, responsável pelo braço armado do Hezbollah. As autoridades israelenses, no entanto, negaram qualquer envolvimento na execução. "Todas as informações que possuímos confirmam que Israel está por trás do assassinato de Laquis", disse Nasrallah, que lamentou o "alto preço" que seu grupo paga por seu apoio ao projeto de resistência contra Israel. Nasrallah afirmou que Laquis foi um dos "cérebros" da Resistência (braço armado do grupo) e que seu assassinato é uma tentativa de Israel de minar sua luta. "Se pensam que o Hezbollah está ocupado pelo que ocorre na Síria e no Líbano, dizemos que se equivocam", alertou. Desde que começou o conflito na Síria o Líbano vem sendo cenário de enfrentamentos entre partidários e opositores do regime de Bashar al Assad, o que se intensificou nos últimos meses. "Alguns países regionais diante de seu fracasso na Síria decidiram agora por uma explosão no Líbano", alertou sobre a referência à Arábia Saudita, que apoia os rebeldes. O assassinato de Lauis foi reivindicado por grupos extremistas sunitas pouco conhecidos, que afirmaram se tratar de uma vingança pela participação do Hezbollah nos combates na Síria ao lado do regime de Assad. EFE ks-mv/dk











