Hezbollah quer punir Israel por morte de um de seus líderes
Internacional|Do R7
O líder do Hezbollah libanês advertiu nesta sexta-feira os israelenses de que serão "punidos" pela morte de um dos dirigentes do partido xiita, sobre a qual Israel negou qualquer envolvimento.
"O assassinato de Hassan al-Lakkis não é um simples caso entre os israelenses e nós", afirmou Hassan Nasrallah em um discurso por ocasião da cerimônia de homenagem ao líder morto.
"Existem contas a serem acertadas entre nós e os israelenses, há contas antigas e novas contas a serem acertadas", declarou
"Os assassinos serão punidos cedo ou tarde (...). Aqueles que mataram nós irmãos não estarão em segurança em nenhum lugar do mundo", acrescentou Hassan Nasrallah, cujo discurso foi exibido para milhares de partidários presentes na cerimônia.
"Seu sangue não foi derramado em vão (...) A punição chegará no momento que decidirmos", insistiu o secretário-geral do partido.
"Os israelenses pensam que o Hezbollah está ocupado (com a guerra na Síria), com a situação no Líbano (...) eles estão enganados", disse.
Ele fez referência ao combate de seu partido ao lado das tropas do regime de Bashar al-Assad contra os rebeldes na guerra que devasta a Síria. O conflito e o envolvimento do Hezbollah dividem o Líbano.
Hassan al-Lakiss foi morto no estacionamento do prédio onde mora no dia 4 de dezembro.
Hassan Nasrallah afirmou que este dirigente era "um dos cérebros do Hezbollah".
O último assassinato de um líder do Hezbollah foi em 2008 em Damasco, onde Imad Moughniyeh, principal comandante militar do partido, foi morto em um atentado com carro-bomba.
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