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Histórico: Myanmar tem primeira eleição livre em 25 anos

País asiático foi governado por militares de 1962 até 2011

Internacional|Da Agência Brasil

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Milhares de birmaneses foram hoje (8) às urnas na primeira eleição livre dos últimos 25 anos. Myanmar foi governado por militares de 1962 a 2011. Serão eleitos membros para os parlamentos nacional e regional. De acordo com observadores internacionais, as eleições legislativas transcorreram de forma tranquila, pelo menos na capital, porém foram registradas "falhas". Os primeiros resultados devem ser conhecidos somente nas próximas semanas.

A líder da Liga Nacional para a Democracia e prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, 70 anos, é apontada como uma das favoritas a ser eleita. A líder da oposição viveu mais de 15 anos em regime de prisão domiciliar por exigir, de forma pacífica, a instauração da democracia contra o regime imposto pelos militares. Aung San Suu Kyi acredita que a Liga Nacional para a Democracia vai conseguir a vitória.


Logo após o fechamento das urnas, milhares de birmaneses dirigiram-se à sede da Liga Nacional para a Democracia para demonstrar apoio à candidata.

Observadores internacionais


A votação contou com a presença de observadores internacionais que registraram “falhas”, mas em clima “aceitável”.

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“No geral, está sendo um processo ordeiro, mas que não está isento de falhas. Temos de esperar pelas informações sobre o resto do país para saber se este comportamento é representativo”, disse o chefe da missão de observadores da União Europeia, Alexander Lambsdorff, à rede de televisão Channel News.


Lambsdorff disse ainda que “não há nenhum país com eleições perfeitas”.

Várias denúncias sobre infrações foram apresentadas à Comissão Eleitoral durante a campanha e outras foram formalizadas em diversos centros eleitorais. Foram registrados atos de intimidação e erros nas listas de eleitores. O ministro dos Transportes, Than Tun, por exemplo, foi inicialmente impedido de votar, porque no mesmo colégio eleitoral, em Maubin, um eleitor exerceu o direito de voto utilizando o nome do membro do governo.

Várias organizações não governamentais, como a Human Rights Watch, denunciaram também a exclusão de mais de meio milhão de muçulmanos de etnia rohinya.

As eleições não ocorreram em dezenas de localidades onde há conflitos étnicos, envolvendo os kachin, shan e os palaung.

Respeito às urnas

Seja qual for o resultado, o presidente de Myanmar, Thein Sein prometeu respeitar a vontade dos eleitores expressa nas urnas.

“Aceitaremos o desejo dos eleitores, seja qual for. O mais importante para este país é a estabilidade e o desenvolvimento” disse o chefe de Estado, no momento em que votava acompanhado pela mulher no centro eleitoral de Naipyido.

Thein Sein foi primeiro-ministro da última Junta Militar e desde 2001 encabeça um governo civil que defende a implementação de reformas no sentido de uma “democracia disciplinada”.

O eleitos para o Parlamento nacional e regional tomarão posse em 2016. Depois, a Assembleia Legislativa deve eleger o chefe de Estado para um mandato de cinco anos.

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