Homens armados tomam navio de guerra ucraniano na Crimeia; Rússia nega ataque
Ministro russo garantiu que Exército está perto da fronteira apenas para realizar exercícios
Internacional|Do R7
Um grupo de homens armados apreendeu nesta quinta-feira (20) a corveta ucraniana Ternopil, ancorada em Sebastopol, anunciou o porta-voz do Ministério da Defesa ucraniano na Crimeia, Vladislav Seleznev.
"Bombas de efeito moral foram usadas no ataque e ouvimos rajadas de armas automáticas", relatou o porta-voz, acrescentando não saber o destino da tripulação.
No Facebook, Seleznev explicou que milícias pró-russas e soldados russos haviam bloqueado o acesso à área, enquanto um barco com homens armados se aproximou da Ternopil.
Rússia anuncia sanções contra 9 políticos dos EUA, entre eles John McCain
Obama amplia sanções e ameaça economia russa,
Ele não indicou se as forças russas também tiveram participação na tomada da Slavutich, outra corveta ucraniana ancorada ao lado da Ternopil.
Mais cedo, o comandante da frota russa no Mar Negro, Alexander Vitko, subiu a bordo da Slavutich com a intenção de negociar uma rendição.
As duas corvetas foram bloqueadas nos últimos dias no porto de Sebastopol pela Marinha russa e separadas uma da outra, a fim de evitar um ataque.
As forças russas e pró-russas na Crimeia tentam há dois dias tomar as bases das forças ucranianas na península, que foi anexada à Rússia, apesar dos protestos de Kiev e do Ocidente.
Duas bases, incluindo o quartel-general da Marinha ucraniana em Sebastopol, foram ocupadas na quarta-feira (19).
Segundo informações da agência de notícias ANSA, a assessoria de imprensa da Frota do Mar Negro, unidade da Marinha russa que está instalada na costa da Crimeia, desmentiu a notícia de que o navio ucraniano Ternopil foi atacado no porto da cidade de Sebastopol. A informação também foi confirmada por outras fontes ligadas às Forças Armadas de Moscou.
O ministro da Defesa da Rússia, Sergey Shoygu, garantiu que o Exército do seu país está perto da fronteira ucraniana apenas para realizar exercícios militares, não para atacar.














