Logo R7.com
RecordPlus

Hungria intercepta recorde de imigrantes ilegais em 1 dia; Sérvia e Macedônia pedem ajuda para atenuar crise

Mais de 130 mil refugiados entraram na Hungria apenas em 2015

Internacional|Do R7

  • Google News
7 mil refugiados que no fim de semana passado passaram da Macedônia à Sérvia já chegaram à fronteira húngara
7 mil refugiados que no fim de semana passado passaram da Macedônia à Sérvia já chegaram à fronteira húngara

A polícia húngara interceptou ontem 3.241 pessoas, entre elas 700 menores, após atravessarem a fronteira da Sérvia de maneira ilegal, um número que representa um recorde de entradas no país em um só dia, informaram nesta quinta-feira (27) as forças de segurança.

O número elevado se deve ao fato de que os 7 mil refugiados que no fim de semana passado passaram da Macedônia à Sérvia já chegaram à fronteira húngara.


Assim como nas semanas anteriores, os recém chegados provêm em sua maioria de países em conflito, como Síria, Afeganistão e Paquistão, e esperam solicitar asilo em algum país da União Europeia (UE).

Mais de 130 mil refugiados entraram na Hungria neste ano, embora em sua grande maioria abandonem o país poucos dias depois e sigam rumo a países mais ricos da UE, como Alemanha, Áustria e os países escandinavos.


Sírios inundam redes com mensagens de amor para Angela Merkel

O governo de Budapeste, que finaliza a instalação de uma cerca de 175 quilômetros ao longo de sua fronteira com a Sérvia, anunciou ontem que mobilizará mais de 2 mil policiais para reforçar a defesa de suas fronteiras e também cogita utilizar o exército.


A Áustria recebe hoje uma cúpula regional dos Bálcãs, centrada na crise dos refugiados, da qual participará, entre outros líderes, a chanceler alemã, Angela Merkel.

Já os governos da Sérvia e da Macedônia exigiram nesta quinta-feira mais ajudas e um plano integrado da União Europeia (UE) para poder tramitar a crise humana causada pela onda de refugiados que passam por esses países para chegar à Europa Ocidental.


"Isto é um problema da UE, mas exigem de nós um plano de ação. No entanto, antes que isso, a UE mesma deveria ter um plano", afirmou em entrevista coletiva o ministro das Relações Exteriores sérvio, Ivica Dacic, antes do começo de uma cúpula regional sobre os Bálcãs em Viena. "A menos que encontremos uma resposta europeia, não deveríamos ter a esperança que isto possa ser resolvido", acrescentou seu colega macedônio, Nikola Poposki, que destacou que seu país recebe a cada dia 3 mil pessoas que chegam da Grécia, país-membro da UE.

Por outro lado, nem Macedônia nem Sérvia são membros do bloco, embora ambos tenham o status de "países em via de adesão".

Ataques na Síria deixam 18 mortos e dezenas de feridos

A Hungria, que faz fronteira com a Sérvia, é o primeiro país do Espaço Schengen, de livre circulação comunitária, de onde os refugiados tentam chegar a outros países, principalmente Alemanha e Suécia. Dacic qualificou hoje a situação atual como a "pior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial" e acusou certos países de ter causado os problemas nas zonas de conflito de onde chegam os refugiados.

"É fácil intrometer-se (nos conflitos) e depois deixar os outros pagarem o preço por isso", disse o ministro sérvio, sem dar mais detalhes a respeito. Além disso, Dacic lembrou que no passado os asilados chegavam da Sérvia e da Macedônia à Europa Ocidental, mas agora são esses dois países que recebem refugiados que chegam de um país comunitário, concretamente a Grécia.

Seu colega austríaco e anfitrião da cúpula, Sebastian Kurz, qualificou esse fato como "vergonhoso" e acusou as autoridades gregas de transferir deliberadamente os refugiados rumo ao norte da Grécia, de onde partem para Macedônia, Sérvia e Hungria. "Temos que ser autocríticos, sobretudo se somos nós os que costumamos explicar a vida aos demais. É uma vergonha que um país da UE deixe passar diariamente refugiados a um país não membro da UE", comentou Kurz.

Israel lança ataques dentro da Síria após ser alvo de foguete

"Devemos ter uma solução comum, mas cada vez mais países tomarão medidas unilaterais que irão contra a ideia de uma Europa sem fronteiras. E essa ideia está baseada na segurança das fronteiras externas da UE", concluiu o ministro austríaco.

A Hungria está terminando de construir uma cerca em sua fronteira com a Sérvia, um país candidato para entrar na UE, em uma tentativa de conter a chegada de refugiados, o que parece ter intensificado nos últimos dias a onda migratória. 

Conheça o R7 Play e assista a todos os programas da Record na íntegra!

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.