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Imagens raras de tubarão-branco no Mediterrâneo são capturadas por ‘mergulhador fantasma’

População de tubarões-brancos da região está em ameaça crítica de extinção

Internacional|Charlotte Reck, da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mergulhador Derk Remmers encontrou um raro tubarão-branco enquanto removia redes de pesca abandonadas no Mediterrâneo.
  • O encontro ocorreu durante uma missão da Healthy Seas para remover redes fantasmas e monitorar a biodiversidade em naufrágios.
  • Os tubarões-brancos do Mediterrâneo estão criticamente ameaçados de extinção devido à pesca predatória e mudanças climáticas.
  • Remmers capturou imagens do tubarão-branco, um avistamento inédito na região em mais de 40 anos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Redes fantasmas de naufrágios representam uma grande ameaça para a vida marinha Derk Remmers/Ghost Diving/Healthy Seas via CNN Newsource

Mais de 40 metros abaixo do nível do mar, um mergulhador estava removendo redes de pesca abandonadas de um naufrágio no Mar Mediterrâneo quando teve um encontro que seria o combustível dos pesadelos de muita gente.

Em algum lugar entre as praias de areia branca da Sicília e a costa impressionante da Tunísia, Derk Remmers estava trabalhando como voluntário quando ficou cara a cara com um grande tubarão-branco.


Como membro da Fundação de Mergulho Fantasma, uma instituição de caridade administrada por mergulhadores técnicos especializados na remoção de equipamentos de pesca perdidos e detritos das águas, Remmers frequentemente recupera redes fantasmas – antigas redes de pesca deixadas no mar – antes que elas se tornem armadilhas mortais para a vida marinha.

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“Os cientistas dizem que cerca de 3 a 10% de todos os equipamentos de pesca são perdidos em um determinado ano, nos oceanos do mundo”, disse Remmers à CNN Internacional na segunda-feira (1). “E se você puder imaginar quantos barcos de pesca saem de qualquer porto, isso é uma quantidade enorme.”


Em maio, enquanto Remmers descia às profundezas do oceano em um ponto onde nenhuma terra era visível, ele e seu companheiro de mergulho tiveram uma experiência notavelmente rara.

“Eu deveria dizer que não tive medo nenhum, mas não é verdade”, riu Remmers, explicando que sua mente lógica lhe dizia que os humanos não estão na lista de presas de um tubarão-branco, mas outra parte de seu cérebro apenas esperava que o tubarão soubesse disso também.


“Eu precisava desesperadamente colocar a câmera para funcionar porque ninguém jamais acreditaria que tínhamos visto um tubarão-branco sem provas”, disse ele.

Remmers tirou a tampa da lente e ficou aliviado ao descobrir que a câmera, que ele não pretendia usar até o final do mergulho, estava funcionando.


Organizada pela Healthy Seas (Mares Saudáveis), uma fundação comprometida com a remoção de lixo marinho e a proteção da vida nos oceanos em todo o planeta, a missão fazia parte de uma campanha centrada na remoção de redes fantasmas e no monitoramento da biodiversidade em naufrágios no Mediterrâneo.

“O que torna este encontro tão poderoso não é apenas o próprio tubarão, mas o contexto em que aconteceu”, disse Veronika Mikos, diretora da Healthy Seas, em um comunicado à imprensa na segunda-feira. “Estávamos lá para remover redes fantasmas que prendem a vida marinha em um ecossistema de naufrágio que é um ponto crítico de biodiversidade.”

“Momentos como este nos lembram de quanta vida ainda pode existir nas águas abertas do Mediterrâneo e como é importante protegê-la de ameaças evitáveis, como equipamentos de pesca abandonados ou a pesca predatória”, acrescentou Mikos.

Remmers ficou entusiasmado com seu encontro com um titã das ondas, já que os avistamentos se tornam mais raros a cada ano. Até onde Remmers sabe, ninguém jamais havia capturado imagens de um grande tubarão-branco do Mediterrâneo, e um avistamento não ocorria há mais de 40 anos, disse ele.

Mas a realidade para criaturas magníficas como esta é cruel.

Apesar do tamanho do grande tubarão-branco – eles podem atingir até seis metros de comprimento e pesar mais de duas toneladas – e de uma reputação temível alimentada por sucessos de bilheteria de Hollywood como “Tubarão”, os humanos representam uma ameaça muito maior para os grandes tubarões-brancos do que o contrário.

Os tubarões muitas vezes se tornam capturas acessórias – emaranhados em redes de pesca que não eram destinadas a eles, ficam indefesos e enfrentam a morte certa.

A IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) classificou os tubarões-brancos como um animal vulnerável à extinção e estima que a população caiu de 30 a 49% nas últimas três gerações devido a fatores que incluem a pesca predatória e o impacto das mudanças climáticas.

No entanto, para os tubarões-brancos do Mediterrâneo, o cenário é ainda mais sombrio. A IUCN considera a variante da região criticamente ameaçada de extinção após um declínio populacional extremo desencadeado por décadas de pesca costeira e industrial.

Ambientalistas da Shark Trust (Fundo dos Tubarões) em Plymouth, Inglaterra, são especializados na proteção de tubarões e arraias desde 1997.

O Programa Mediterrâneo da equipe foi concebido em resposta ao risco exponencial de extinção das quase 80 espécies de tubarões e arraias do mar.

“Uma série de medidas de conservação é necessária para os tubarões na região”, disse o CEO da Shark Trust, Paul Cox, à CNN Internacional, enfatizando que a garantia de proteção da vida marinha depende de todas as nações pesqueiras cumprirem consistentemente regulamentos de pesca claros e fiscalizados.

Naufrágios em águas abertas podem funcionar como recifes artificiais, atraindo uma riqueza de espécies marinhas e oferecendo um lar seguro e abundante. No entanto, quando as redes fantasmas se alojam nessas estruturas, podem transformá-las em armadilhas subaquáticas, emaranhando e matando a mesma vida marinha que atraem.

“Você passa décadas mergulhando em naufrágios e removendo redes fantasmas, mas nada o prepara para um momento como este”, disse Remmers. “Ainda assim, continuamos com nosso plano de mergulho para remover as redes do naufrágio, pois este momento mostrou a importância do nosso trabalho de forma muito clara.”

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