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Incêndio químico em São Francisco do Sul é controlado, segundo bombeiros

Internacional|Do R7

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Florianópolis, 27 set (EFE).- O incêndio químico que provocou a fuga de milhares de pessoas na cidade de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, foi controlado nesta sexta-feira pelos bombeiros após quase 60 horas de trabalho, embora as autoridades recomendem que as 700 pessoas que vivem nas proximidades da fábrica de fertilizantes e que tiveram que ser retiradas ainda não voltem para suas casas. O fogo em um depósito com cerca de 10 mil toneladas de fertilizantes foi contido por volta das 6h e a nuvem com gases tóxicos praticamente se dissipou, informou o Corpo de Bombeiros de Santa Catarina. "Não há mais fumaça na cidade. Estamos trabalhando para esfriar o material para que não se produza outra reação. O que ficou no depósito será retirado. Pela tarde liberaremos o local para que comecem as investigações", disse o tenente-coronel dos bombeiros Alexandre Correa Dutra. O incêndio químico, que começou na noite de terça-feira, provocou a fuga de cerca de nove mil pessoas, aproximadamente 20% dos moradores da cidade, que fica a 178 quilômetros de Florianópolis. As autoridades, no entanto, tinham ordenado apenas a evacuação das 700 pessoas que vivem nos bairros mais próximos à fábrica de fertilizantes, que continuam alojadas em escolas públicas. Os bombeiros informaram que o perímetro de isolamento se mantém provisoriamente em um raio de 800 metros ao redor do depósito e disseram que estão preparando um manual para instruir a população sobre as medidas que devem adotar quando retornarem aos seus lares. "Vamos definir as orientações que serão repassadas à população para um retorno gradativo às casas", afirmou o prefeito de São Francisco do Sul, Luiz Roberto de Oliveira, que esclareceu que a zona de segurança será reduzida gradualmente até que toda a cidade fique liberada. O prefeito, que na quarta-feira declarou estado de emergência, disse que as 700 pessoas abrigadas temporariamente em locais públicos é muito inferior à previsão anterior de que seis mil pessoas necessitariam serem evacuadas. A saída da zona de emergência foi ordenada pois os gases presentes na gigantesca nuvem de fumaça que cobriu parte da cidade, gerados pelo nitrato de amoníaco, provocam danos nas vias respiratórias, olhos e na pele, segundo diferentes especialistas. A secretaria municipal de Saúde informou que pelo menos 240 pessoas foram atendidas em centros médicos com sintomas de intoxicação respiratória, das quais seis permanecem em estado de observação. Um dos bombeiros que ajudou a combater o incêndio foi internado e seu estado é considerado como muito grave. A nuvem de fumaça chegou a se deslocar até o Paraná e São Paulo, mas sem ameaçar à população dos dois Estados. EFE cm/dk

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