Insetos no prato? Estudo mostra reação surpreendente de quem provou pela primeira vez
Pesquisa realizada em Portugal aponta que a degustação pode reduzir a rejeição a alimentos produzidos com esses bichos
Internacional|Do R7
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Uma pesquisa da Universidade da Beira Interior (UBI), em Portugal, revelou que alimentos produzidos à base de insetos podem ser mais bem aceitos pelos consumidores do que se imaginava.
O estudo acompanhou 38 adultos que nunca haviam experimentado esse tipo de produto e constatou que muitos deles demonstraram curiosidade e reações positivas após a primeira degustação, contrariando expectativas anteriores sobre a rejeição ao tema.
Durante o experimento, os participantes provaram uma barra de proteína feita com insetos e uma barra de cereal tradicional, enquanto pesquisadores monitoravam a atividade cerebral, a frequência cardíaca e as respostas comportamentais dos voluntários.
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Os resultados mostraram que os participantes ficaram mais atentos e engajados durante o consumo do alimento à base de insetos, mesmo quando não sabiam exatamente o que estavam ingerindo.
Segundo os pesquisadores, a principal descoberta foi que o contato direto com o produto pode mudar a percepção dos consumidores. A equipe concluiu que expor as pessoas a alimentos desconhecidos por meio de degustações tem potencial para reduzir barreiras e preconceitos iniciais. O estudo também apontou que a curiosidade pode superar a repulsa normalmente associada aos insetos como fonte de alimentação.
A autora principal da pesquisa, Andreia C. B. Ferreira, doutoranda da Universidade da Beira Interior, afirmou que os resultados surpreenderam a equipe.
“Foi realmente um resultado inesperado, porque a literatura científica indicava que os consumidores tendem a rejeitar esses alimentos inovadores. Os resultados mostram a importância das experiências de degustação para promover essa nova alternativa”, declarou.
Os pesquisadores acreditam que os dados podem ajudar a impulsionar o mercado de proteínas alternativas, impulsionado pela busca por opções mais sustentáveis de alimentação.
O estudo foi publicado na revista científica Journal of Neuroscience, Psychology, and Economics.
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