Investigação não consegue determinar motivos do massacre em escola de Newtown
Internacional|Do R7
Nova York, 25 nov (EFE).- Os investigadores do massacre em uma escola primária de Newtown, em Connecticut (EUA), em dezembro de 2012, não conseguiram determinar os motivos que levaram seu autor, Adam Lanza, a assassinar 20 crianças e seis adultos, além de sua mãe, segundo um relatório divulgado nesta segunda-feira. A A questão de porquê Lanza cometeu o massacre "pode ficar para sempre sem resposta conclusiva", destacou o relatório da procuradoria do estado de Connecticut sobre a tragédia, ocorrida em 14 de dezembro de 2012. As evidências recolhidas "mostram claramente que o atirador planejou suas ações, incluindo suicidar-se, mas não há indícios claros de por que fez isso ou por que atacou a escola Sandy Hook", acrescentou o documento. O relatório aponta que Lanza claramente estava obcecado com massacres maciços, especialmente com o tiroteio escolar de Columbine, no Colorado, que aconteceu em 1999, já que no quarto de sua casa foram encontrados muitos materiais sobre o incidente. Também constatou que Lanza tinha "significativos problemas de saúde mental que afetavam sua capacidade de levar uma vida normal e de interagir com outros". A conclusão da promotoria é que "o atirador atuou sozinho e somente ele foi criminalmente responsável pelo que fez naquele dia", declarou o documento, de 43 páginas, um resumo de um relatório policial de milhares de páginas cuja data de divulgação ainda não foi divulgada. O relatório, elaborado depois de quase um ano de investigação e análise das provas, determinou que Lanza chegou pouco depois das 09.30 da manhã à escola primária Sandy Hook, a bordo do carro de sua mãe. Lanza estava com um rifle de assalto Bushmaster e duas pistolas e todas as armas eram semiautomáticas. A escola estava fechada, como era habitual, por isso o adolescente disparou várias vezes para entrar. O barulho fez com que a diretora, Dawn Hochsprung, e a psicóloga Mary Scherlach, saíssem de uma sala próxima e fossem assassinadas no corredor. Outros dois membros do pessoal da escola foram feridos por Lanza, que entrou em seguida em duas salas contíguas de primeiro grau, embora o relatório reconheça não ser capaz de definir em qual das duas entrou primeiro. Em uma sala, a de número 8, matou a professora, a assistente e 14 crianças, enquanto uma menina saiu ilesa. Na 10, Lanza matou a professora e a assistente, quatro crianças e deixou outro ferido, que depois morreu no hospital. Nove crianças conseguiram fugir da classe e outras duas foram achados ilesas no banheiro da sala de aula. O mesmo lugar onde o cadáver de Lanza foi encontrado. O documento mostrou que a primeira chamada para o número de emergências foi feita as 9:35:39, e que às 9:39:00 o primeiro policial chegou nas imediações do centro. Outros dois agentes chegaram por outra via às 9:39:13, quando ainda se ouviam disparos. Às 9:40:03 se ouviu o último disparo, que acreditam ser com o qual Lanza se matou. Tudo isto mostra que a tragédia aconteceu em apenas não cinco minutos, segundo o documento. E acrescentou que Lanza tinha ainda 253 balas para sua espingarda e as duas pistolas. Outra arma, uma escopeta semiautomática, foi achada no automóvel. EFE rcf/cd













