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Irã, Coreia do Norte, Síria e Mali abrem Conselho de D.Humanos da ONU

Internacional|Do R7

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Genebra, 25 fev (EFE).- A maior reunião anual sobre direitos humanos da ONU começou nesta segunda-feira em Genebra com uma vasta agenda que nas próximas quatro semanas evidenciará os casos de países como Irã, Coreia do Norte, Sri Lanka e Mianmar, onde os abusos persistem, ou os da Síria e Mali, em pleno conflito. As primeiras reflexões ao inaugurar a 22ª sessão do Conselho de Direitos Humanos foram da alta comissária das Nações Unidas, Navi Pillay, que criticou o "fracasso" internacional na busca de uma solução à crise síria, que deixou 70 mil mortos em menos de dois anos de guerra civil. Navi lamentou que apesar das "repetidas informações sobre crimes generalizados e sistemáticos" no país, as potências que integram o Conselho de Segurança da ONU não tenham chegado a um acordo - por oposição da Rússia e da China - para levar o caso da Síria ao Tribunal Penal Internacional. O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, denunciou os abusos no país vizinho que geraram um drama humanitário que afeta o país diretamente após ter recebido mais de 185 mil refugiados sírios e destinado US$ 600 milhões para atender suas necessidades básicas. Apesar de uma grande parte da atenção estar voltada para a Síria, pelo perigo de desestabilização regional e internacional que representa, o Conselho também planeja em seu programa tratar das inquietantes situações em Mianmar - com um conflito sectário entre a comunidade budista e a minoria muçulmana que gerou graves violações dos direitos humanos - ou no Irã, de onde chegam constantes denúncias de repressão. Sobre esses dois países, o Conselho será convocado a renovar o mandato dos especialistas designados pela ONU para vigiar a situação interna de liberdades e direitos fundamentais. Este ano, os pedidos para que o Conselho atue no caso da Coreia do Norte são mais fortes e as denúncias sobre seu sistema de campos de trabalho forçado deve levar o Japão e a União Europeia a apresentarem um projeto conjunto para que a ONU estabeleça uma comissão investigadora da questão. O governo do Sri Lanka deve expor seus avanços em investigar e punir os crimes de guerra supostamente perpetrados durante a última fase do conflito interno que durou 30 anos, embora vários observadores considerem que na realidade nada foi feito a esse respeito, o que justificaria que o Conselho crie igualmente uma comissão internacional de investigação. Durante a intervenção militar francesa, o Conselho deveria igualmente adotar uma resolução pedindo o envio de observadores de direitos humanos no Mali para evitar eventuais atos de vingança contra as minorias muçulmanas e tuaregues às quais se identifica com os grupos armados islamitas que tomaram o controle do norte do país. Além de países concretamente, o órgão da ONU planeja em sua agenda dar espaço ao debate sobre a urgência de lutar contra a impunidade e de zelar melhor pela proteção dos ativistas, que morrem às dezenas no mundo para exercer essa missão. Justamente, em relação ao reforço da sociedade civil está previsto que se apresente uma resolução a favor das ONGs para que não sofram impedimentos para receber financiamento desde o estrangeiro. Neste âmbito, o caso mais evidente é o da Rússia, onde uma recente lei obriga as ONGs que recebem recursos do exterior a se autodenominarem "agentes externos", o que reduz sua credibilidade. EFE is/tr

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