Irã diz que "há poucas possibilidades" de alcançar acordo nuclear com G5+1
Internacional|Do R7
Genebra, 9 nov (EFE).- O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammed Javad Zarif, disse neste sábado que "há poucas possibilidades" de assinar um acordo para diminuir as inquietações em torno do programa nuclear de seu país na comunidade internacional. Ao falar sobre as possibilidades das negociações serem retomadas daqui a duas semanas, Zarif antecipou: "É pouco provável que as negociações continuem amanhã, já que serão concluidas nesta noite (no horário local)". As declarações de Zarif vieram à tona após uma reunião com a alta representante de Política Externa da União Europeia e coordenadora das potências do G5+1, Catherine Ashton, e o secretário de Estado americano, John Kerry. Depois desse encontro, Ashton deu início a uma análise "em detalhe do que se necessita fazer para levar adiante as negociações nucleares com o Irã", assinalou seu porta-voz, Michael Mann. "Ficaram muitas questões a serem resolvidas", assinalou a parte iraniana, um comentário que foi repetido ao longo do dia pelos ministros das Relações Exteriores da França e Reino Unido em breves declarações à imprensa. Fontes que acompanham o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, indicaram que algumas questões ainda "obstacularizam" a esperada conclusão de um acordo. As negociações sobre o programa nuclear iraniano entre as seis potências do G5+1 (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia, mais Alemanha) e Teerã estão no terceiro dia e, ao avanço da revisão dos detalhes do documento de bases do acordo, se tornavam mais dificeis. Esta rodada de reuniões entre países do G5+1 estava prevista para ser realizada em dois dias, mas acabou sendo prorrogada perante a clara possibilidade de alcançar um acordo para frear o avanço do programa nuclear iraniano. No entanto, a onda de otimismo que invadiu as negociações, principalmente com a chegada dos responsáveis da diplomacia dos EUA, França Reino Unido e Rússia, acabou se desfazendo diante das dificuldades de encurtar as diferenças em um período de tempo tão breve. Fontes diplomáticas assinalaram que a França mostrou uma posição mais dura, por considerar que o conteúdo do acordo não se mostrava suficientemente completo para eliminar os riscos das atividades nucleares do Irã. EFE is-sgm/fk










