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Irã quer debater acordo nuclear e evitar guerra, diz chanceler

Em seu discurso em Oslo, o ministro das Relações Exteriores disse que seu país não iniciará uma guerra no Golfo, mas que se defenderá

Internacional|Do R7

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Zarif disse que não tolerará interferência dos EUA
Zarif disse que não tolerará interferência dos EUA

O Irã está preparado para debater propostas francesas para salvar o acordo nuclear internacional que Teerã assinou com potências mundiais em 2015, mas não tolerará interferência dos Estados Unidos no Golfo Pérsico, disse seu ministro das Relações Exteriores nesta quinta-feira (22).

Em um momento de atrito intenso entre Teerã e Washington, o Irã também exibiu nesta quinta-feira (22) o que descreveu como um sistema móvel de defesa de mísseis de longo alcance terra-ar de fabricação própria.


Os EUA abandonaram o acordo nuclear em maio do ano passado e intensificaram sanções contra a República Islâmica.

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Na tentativa de fortalecer o acordo, o presidente francês, Emmanuel Macron, propôs na quarta-feira abrandar as sanções ao Irã ou criar um mecanismo de compensação "para permitir que o povo iraniano viva melhor" em troca do cumprimento integral do pacto.


Em declaração no Instituto Norueguês de Relações Exteriores, o chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, disse estar disposto a ter uma conversa séria com Macron em Paris na sexta-feira (23).

"Há propostas sobre a mesa, tanto do lado francês quanto do iraniano, e trabalharemos nestas propostas amanhã", disse.


Zarif também alertou para os esforços dos EUA de criar uma missão de segurança, à qual por ora Reino Unido, Austrália e Barein se filiaram, para proteger o tráfego no Estreito de Ormuz, uma rota vital para os suprimentos mundiais de petróleo.

"Está claro que a intenção dos EUA... (de ter uma) presença naval no Golfo Pérsico é se contrapor ao Irã... não esperem que ficaremos quietos quando alguém vem às nossas águas e nos ameaça."


Várias embarcações mercantes internacionais foram atacadas no Golfo nos últimos meses, incidentes que abalaram o comércio global de commodities. Os EUA culpam o Irã, que nega as acusações.

Para piorar o clima tenso, forças britânicas apreenderam um navio-tanque iraniano no litoral de Gibraltar em julho, e depois a Guarda Revolucionária do Irã deteve uma embarcação britânica no Golfo.

Em seu discurso em Oslo, Zarif disse que seu país não iniciará uma guerra no Golfo, mas que se defenderá.

"Haverá uma guerra no Golfo Pérsico? Posso lhes dizer que nós não iniciaremos a guerra... mas nos defenderemos."

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