Irã surpreende ao pedir que generais que suspendam retórica hostil e deem espaço para diplomacia
Presidente do país rassaltou que é preciso testes militares não são uma boa opção de dissuasão
Internacional|Do R7
O presidente do Irã, Hassan Rouhani, pediu aos líderes militares do país neste sábado (1º) que permitam que a diplomacia prevaleça nas questões de possíveis ameaças externas, em uma clara referência aos esforços para acabar com a disputa nuclear e décadas de relações hostis com o Ocidente.
"É muito importante formular frases e discursos de uma forma que não sejam entendidos como ameaça, intenção de dar um golpe", disse Rouhani em uma reunião com o alto escalão militar iraniano.
"Temos que ser muito cuidadosos em nossos cálculos. Lançar mísseis e promover exercícios militares para assustar o outro lado não é uma boa dissuasão, apesar de uma necessidade em seu devido lugar", disse o presidente, segundo a agência de notícias oficial Irna.
"Uma falha poderia colocar tudo em chamas e causar estragos."
Um moderado eleito por uma grande margem em junho, Rouhani rompeu com a tradição e tem assumido compromissos com os Estados Unidos e seus aliados sobre o enriquecimento de urânio, uma questão delicada que resultou em sanções econômicas globais contra o Irã.
Mas esses esforços vão contra os discursos beligerantes de radicais islâmicos que dominam a Guarda Revolucionária e o Exército regular em menor grau.
Enquanto negociadores nucleares iranianos conversavam com potências mundiais em Viena no mês passado, muitos generais estavam batendo tambores de guerra em casa e flexionando seus músculos militares.
"Nossos antepassados nos prepararam para a batalha épica final", disse o comandante-chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Ali Jafari, no mês passado.
Tal beligerância esteve ausente no discurso de Rouhani neste sábado.
"Nossa política externa é baseada na distensão e na construção de confiança com o mundo. Este não é apenas um lema", disse ele. "O Irã é sincero em dizer que não está tentado a atacar. Agressão é a nossa linha vermelha. Armas de destruição em massa são a nossa linha vermelha."











