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Iranianos estão divididos sobre papel de religiosos na política, diz pesquisa

Internacional|Do R7

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WASHINGTON, 11 Jun (Reuters) - O Irã realizará eleições presidenciais nesta semana, e os iranianos têm opiniões divergentes sobre o papel de figuras religiosas na política, mas a grande maioria apoia a lei islâmica sharia, de acordo com uma pesquisa publicada nesta terça-feira.

Como parte da pesquisa Pew Research Center, que mostra as contradições entre republicanismo e teocracia no Irã, 40 por cento dos iranianos disseram que figuras religiosas devem desempenhar um grande papel na política.


Vinte e seis por cento disseram que os religiosos devem ter alguma influência em questões políticas, enquanto 30 por cento afirmaram que não devem ter muita ou nenhuma influência.

Os iranianos votam na sexta-feira entre seis candidatos para suceder o presidente Mahmoud Ahmadinejad. Dentro da mescla de governantes clericais e autoridades eleitas do Irã, o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, tem a palavra final sobre grandes questões, como o programa nuclear do país.


A pesquisa Pew mostrou que 83 por cento dos iranianos dizem que são a favor do uso da sharia, o código legal e moral islâmico.

Apenas 37 por cento dos muçulmanos iranianos pensam que a atual legislação de seu país segue a sharia muito de perto, mas 45 por cento acreditam que as regras existentes seguem a lei islâmica apenas um pouco de perto.


A pesquisa foi baseada em entrevistas pessoais com 1.522 iranianos acima de 18 anos de idade e foi realizada entre os dias 24 de fevereiro e 3 de maio. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

Uma pesquisa paralela do Projeto de Atitudes Globais, do Pew, mostrou que uma média de 59 por cento das pessoas entrevistadas em 39 países têm uma opinião desfavorável do Irã. Vinte por cento têm uma opinião favorável.


Sessenta e um por cento dos entrevistados disseram que Teerã não respeita as liberdades pessoais de seu povo, segundo o Pew. Onze por cento disseram que sim.

Essa pesquisa foi realizada entre 2 de março e 1 de maio com 37.653 entrevistados. A margem de erro entre os 39 países variou de 3,1 a 7,7 pontos percentuais.

(Reportagem de Ian Simpson)

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