Iraque viveu em 2013 sua maior onda de violência desde 2008
Onda de violência tem origem na Síria e no descontentamento dos sunitas, que são minoria
Internacional|Do R7

O ano de 2013 foi o mais violento no Iraque nos últimos cinco anos, segundo cifras publicadas nesta quarta-feira (1º), depois de uma onda de violência motivada pelo descontentamento da minoria sunita e o conflito na vizinha Síria.
Ao contrário de 2008, a violência continua se intensificando, enfatizou, em um comunicado, a ONG Iraq Body Count, que faz uma contagem das vítimas civis no Iraque desde a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003.
"É preciso remontar a 2008 para encontrar níveis de violência comparáveis", afirmou a Iraq Body Count, que tem sede no Reino Unido.
Mercados, campos de futebol e mesquitas foram os alvos principais das bombas, mas os insurgentes atacaram prisões e outras instalações governamentais, e várias pessoas foram assassinadas em suas casas.
As operações das forças de segurança iraquianas não conseguiram impedir a onda de violência e as prisões em massa acabaram por jogar lenha na fogueira.
Apesar dos balanços variarem entre si, todos mostram o importante aumento da violência.
Segundo o IBC, 9.475 civis morreram em 2013, diante dos 10.130 de 2008.
Já o governo iraquiano fala de 7.154 mortos este ano, incluindo membros das forças de segurança e insurgentes, frente aos 8.995 em 2008.
As Nações Unidas contaram 7.818 civis e policiais mortos em 2013, em relação aos 6.787 em 2008.
Quase 950 pessoas mortas de forma violenta no Iraque em novembro











