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Irina Bokova é reeleita diretora-geral da Unesco

Internacional|Do R7

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(Acrescenta comentários de Bokova à imprensa) Paris, 12 nov (EFE).- A conferência geral da Unesco confirmou nesta terça-feira a reeleição da diplomata búlgara Irina Bokova para liderar a organização nos próximos quatro anos, até 2017. A decisão da conferência, reunida desde a semana passada em Paris, ratifica a do Conselho Executivo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que fechou um acordo prévio em 4 de outubro. Bokova recebeu hoje 160 votos a favor e 14 contra, segundo números divulgados na sede da organização. Em outubro, ela superou os dois concorrentes na disputa - o embaixador de Djibuti na França, Rachad Farah, e o professor libanês Joseph Maïla. Durante seu discurso de agradecimento, a diretora geral destacou que, em "tempos de crise", a Unesco "encarna a dignidade humana" e ressaltou que uma das prioridades para este mandato é conseguir "o empoderamento das mulheres" de modo que todas tenham acesso à educação e possam desenvolver livremente uma carreira profissional. Em entrevista coletiva, Bokova destacou as reformas dos últimos quatro anos para conseguir "uma administração mais eficiente, com menos burocracia" e, ao mesmo tempo, reforçar a "liderança intelectual" da Unesco dentro das Nações Unidas. A organização atravessa uma crise financeira desde que os Estados Unidos deixaram de pagar suas contribuições em 2011, após a admissão da Palestina como membro, e começou o biênio com um déficit de US$ 220 milhões, embora atualmente o orçamento esteja equilibrado. "Isso teve um impacto negativo em toda a organização. Tivemos que tomar decisões difíceis e parar programas que se estavam sendo desenvolvidos, mas acho que protegemos o mais importante de nossa atividade", admitiu Bokova. A conferência geral da Unesco, que está sendo realizada em Paris até o dia 20 de novembro, decidiu tirar dos Estados Unidos e de Israel seus direitos a voto. A medida foi tomada porque os países não pagaram suas respectivas contribuições de acordo com os regulamentos da organização. Essa legislação indica que todo país que, sem justificativa, não estiver em dia com o pagamento, perderá seu direito de votar. Os Estados Unidos, principal contribuinte para o orçamento da Unesco, com 22% do total, e Israel suspenderam suas contribuições após a admissão da Palestina, por isso, suas dívidas são referentes aos anos de 2011, 2012 e 2013. De acordo com Bokova, durante seu mandato foram reduzidas as despesas administrativos em viagens (-73%), móveis e equipamentos (-46%), emprego de trabalhadores temporários (-44%) e consultores (-70%). Além disso, foram arrecadados mais de US$ 75 milhões por meio de doações e contribuições para projetos especiais. "Vamos continuar trabalhando para restaurar o financiamento dos EUA", disse Bokova, que ressaltou também a procura por novas maneiras "criativas" de arrecadar fundos para a Unesco. Quanto ao impacto da crise orçamentária para o pessoal da organização, a diretora geral assegurou que graças aos "esforços desses anos" haverá uma "aterrissagem suave", mas que vai melhorar a "mobilidade geográfica" dos funcionários. EFE si/jcf/id

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