Irlanda do Norte rebaixa para 12 anos idade mínima para manuseio de armas
Internacional|Do R7
Dublin, 12 nov (EFE).- O Governo norte-irlandês de poder compartilhado entre católicos e protestantes modificará a legislação para que os menores de 12 anos possam manusear armas sob supervisão de um adulto, anunciou nesta terça-feira o Ministério da Justiça e Interior. A lei vigente na província britânica só concede permissões especiais para aqueles com idades compreendidas entre 16 e 18 anos, enquanto no resto do Reino Unido não existe um mínimo estabelecido se a atividade se desenvolver sob supervisão. A decisão foi tomada depois das conversas mantidas nos últimos meses entre o titular de Justiça e Interior, David Ford, e o chefe do Serviço de Polícia da Irlanda do Norte (PSNI), Matt Baggott, informou nesta terça-feira um porta-voz oficial. Embora ainda se desconheçam os detalhes da nova legislação, os menores de 12 anos só poderão manusear escopetas de ar comprimido e de cartuchos em locais específicos, aparentemente sob o controle de um maior de 21 anos com pelo menos três anos de experiência. A mudança da legislação prevista não agradou a todos e duas organizações do mundo do tiro recreativo e do mercado de venda destes produtos pediram que a idade mínima seja rebaixada até os 10 anos. Dentro do multiconfessional Partido da Aliança da Ford, o único no Executivo autônomo que aglutina católicos e protestantes, também surgiram vozes que questionam a idoneidade do projeto. Stewart Dickson, membro do comitê parlamentar de Justiça e Interior, assegurou hoje que sente "inquietação" perante a medida adotada pelo líder de sua formação, embora declarou que não se oporá a ela. "Me preocupa a segurança dos menores e me preocupa que qualquer mudança na lei sobre armas não seja administrada de maneira estrita", declarou o parlamentar norte-irlandês à emissora britânica "BBC". Dickson destacou que o ministro ofereceu "garantias" que o uso de armas de fogo por parte de menores de 12 anos só deve ser permitida em "circunstâncias nas quais a supervisão é extrema". Além disso, o deputado lembrou que, entre os argumentos apresentados pelos valedores da reforma da lei, um faz referência à desvantagem que têm os concorrentes da Irlanda do Norte em torneios esportivos frente a outros do Reino Unido que iniciam esta atividade a uma idade adiantada. EFE ja/ff










