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Islamitas convocam manifestações após morte de 2 pessoas no Egito

Internacional|Do R7

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Cairo, 14 set (EFE).- Os partidários do presidente deposto do Egito, Mohammed Mursi, voltarão neste sábado às ruas do país, após a morte de duas pessoas ontem em protestos e quando completa um mês do desmantelamento de seus acampamentos no Cairo. A Coalizão Nacional de Defesa da Legitimidade, que inclui a Irmandade Muçulmana e outros grupos, convocou manifestações para hoje, assim como ontem, sob o lema "Fidelidade ao Sangue dos Mártires". Em comunicado, a aliança explicou que os protestos de ontem e deste sábado são "para dar continuação à revolução pacífica até que o golpe (militar) cruel seja derrotado". A nota fez menção à morte de manifestantes no dia 14 de agosto nas praças de Rabea al Adauiya e de Al Nahda no Cairo, durante uma operação policial para desmantelar os acampamentos de protesto dos islamitas contra o golpe do Exército contra Mursi em julho. Esse ataque das forças da ordem, que causou a morte de mais de 600 pessoas, desencadeou uma onda de violência em várias cidades. Ontem, pelo menos duas pessoas morreram e outras 12 ficaram feridas em protestos organizados pela Irmandade Muçulmana, grupo do qual Mursi fazia parte até sua chegada à Presidência em junho de 2012. As mortes ocorreram em choques entre seguidores e opositores de Mursi em Alexandria (norte) e em Beni Suef (sul). Na quinta-feira passada, a Presidência interina decidiu prorrogar por mais dois meses o estado de emergência em todo o território egípcio, decretado no dia 14 de agosto, para tentar frear a escalada da violência no país. Por outro lado, hoje se espera o reinício do julgamento do ex-presidente Hosni Mubarak pela morte de manifestantes na revolução que o retirou do poder em 2011 e por crimes de corrupção. Junto com Mubarak estão sendo processados seus dois filhos, Gamal e Alaa, e o empresário foragido Hussein Salem por corrupção e enriquecimento ilícito; assim como o ex-ministro de Interior Habib al Adli e seis de seus ajudantes pelo "assassinato" de manifestantes. EFE ssa-ms/rpr

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